segunda-feira, 2 de julho de 2007

A História da Educação no Brasil

Fonte: Wikipédia

A História da Educação no Brasil é o estudo da evolução da Educação, do ensino, da instrução e das práticas pedagógicas no Brasil. Evolui em rupturas marcantes e fáceis de serem observadas. De início, a História da educação brasileira é indissociável da Companhia de Jesus. As negociações de Dom João III, O Piedoso, junto a esta ordem missionária católica pode ser considerado um marco. A História da Educação no Brasil inicia-se no período colonial, quando começam as primeiras relações entre Estado e Educação.
Choque culturais
A primeira grande ruptura travou-se com a chegada mesmo dos portugueses ao território do Novo Mundo. Os portugueses rouxeram ao Brasil um padrão de educação próprio da Europa. Mas, o Brasil possuía características próprias de se fazer educação. A educação que se praticava entre as populações indígenas não tinha as "marcas repressivas" do modelo educacional europeu. A educação no Brasil não teve o mesmo incentivo que nas demais colônias européias na América, como as espanholas. Enquanto na América Hispânica foram fundadas diversas universidades desde 1538 (Universidade de Santo Domingo) e 1551 (Universidade do México, Universidade de Lima), a primeira universidade brasileira só surgiu em 1912 (Universidade Federal do Paraná.
Período Jesuítico (1549-1759)
A educação indígena foi interrompida com a chegada dos jesuítas, em março de 1549 .Comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega, quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira, em Salvador. Os jesuítas se dedicaram à pregação da fé católica e ao trabalho educativo. Não conseguiram converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever em 1570, já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Por Seguro, Ilhéus, São Vicente, Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia). Os jesuítas trouxeram somente a moral os costumes e a religiosidade européia; trouxeram também os métodos pedagógicos.
Período Pombalino (1760-1808)
1549 a 1759, quando uma nova ruptura marca a História da Educação no Brasil: a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal. Na época os jesuítas tinham 25 residências, 36 missões e 17 colégios e seminários.A educação brasileira vivenciou uma ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional.Os professores geralmente não tinham preparação para a função, que já eram improvisados e mal pagos. Eram nomeados por indicação ou sob concordância de bispos e se tornavam ¨proprietários ¨ vitalícios de suas aulas régias. No princípio do século XIX, a educação brasileira estava reduzida a praticamente nada .
Período Joanino (1808-1821)
A mudança da Família Real, em 1808, permitiu uma nova ruptura com a situação anterior. D.João VI abriu Academias Militares, Escolas de Diretor e Medicina, a biblioteca Real, o Jardim Botânico a Impresa Régia. O surgimento da Imprensa permitiu que os fatos e as idéias fossem divulgados e discutidos no meio da população letrada preparando terreno propício para as questões políticas que permearam o período seguinte da História do Brasil.
Período Imperial (1822-1889)
Em 1826, um Decreto institui quatro graus de instrução:Em 1827 um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas Em 1834, o Ato Adicional á constituição dispõe que as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário e secundário. Em 1835, surgi a primeira Escola Normal do país, em Niterói (Escola Normal de Niterói). Em 1837, na cidade do Rio de Janeiro, é criado o colégio Pedro II, com o objetivo de se tornar um modelo pedagógico para o curso secundário Por todo império, incluindo D.Pedro I e D.Pedro II, pouco se fez pela educação brasileira e muitos reclamavam de sua qualidade ruim.
República Velha (1889-1929)
A república adotou o modelo político estadunidense baseado no sistema presidencialista. Percebe-se influência da filosofia positiva. A reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na constituição brasileira. Esta Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte. Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. Em 1934, a nova constituição(a segunda da República) dispõe, pela primeira vez, que a educação é direito de todos.
Estado Novo(1937-1945)
Mercado tirando do Estado o dever da educação. As conquistas do movimento renovador, influenciando a constituição de 1934, foram enfraquecidas nessa nova constituição de 1937.Em 1942, por iniciativa do Ministro Gustavo Capanema, são reformados alguns ramos do ensino.Estas reformas receberam o nome de Lei Orgânica do Ensino, são compostas por Decretos-Lei que cria Serviços Nacional de Aprendizagem Industrial- Senai e valoriza o insino profissionalizante.O ensino perdeu o caráter propedêutico,de preparatório para o ensino superior.
República Nova (1946-1963)
O fim do Estado Novo consubstanciou-se na adoção de uma Constituição de cunho liberal e democrático. Determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e fez voltar o preceito de que a educação é direito de todos. Ainda em 1946, o então Ministro Raul Leitão da Cunha regulamenta o Ensino Primário e o Ensino Normal, além de criar o serviço Nacional de aprendizagem Comercial -SENAC.
Regime Militar(1964-1985)
O Regime Militar espalhou na educação o caráter antidemocrático de sua proposta ideológica de governo foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização MOBRAL, aproveitando-se em sua didática, do expurgado Método Paulo Freire. É o período mais cruel da ditadura militar. Instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1971. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante.
Nova República(1986-2003)
No fim do Regime Militar as questões educacionais já haviam perdidos o seu sentido pedagógico e assumido um caráter político. Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mais a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é mais o de manter o “status quo”. A Historia da Educação Brasileira tem um princípio, meio e fim bem demarcado e facilmente observável. Ela é feita em marcantes, onde em cada período determinado teve características próprias. Na evolução da Historia da Educação brasileira a próxima ruptura precisaria implantar um modelo que fosse único, atende às necessidades de nossa população e que seja eficaz.

5 comentários:

Lenise Souza disse...

Estou fazendo um trabalho sobre a história da educação, seu texto me ajudou muito....legal!

Vania disse...

Olá Sérgio,

Gostei muito do seu blog !!
Gostaria de saber se tem algo sobre a criança na ditadura militar??

Se puder contribuir irá me ajudar muito.


Grata



Vania

Clarisse Bueno disse...

como vai!!!?
Por acaso vc tem um material sobre historia da educação a influencia da religião na historia da educção contemporannea, eu to precisando urgente pra fazer um trabalho na faculdade e n estou me agradando do que estou lendo por ai, se vc tiver alguma coisa e poder me alcançar seria de bom agrado. a proposito, gostei do seu testo. Bjus

sobritto disse...

Oi Sérgio,
Achei o seu texto muito legal.
Estou fazendo um trabalho sobre o período joanino, vai me ajudar bastante.
Parabéns!

carla disse...

muito bom o texto , ele usa palavras e pensamentos claros objetivos.