quinta-feira, 24 de maio de 2007

Educação a distância na Internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem (Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida)

Grupo 2

Texto 2


Comentário

Um olhar mais detalhado e crítico a respeito da EaD (Educação a Distância), sobretudo quando são incorporadas as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Essa é a proposta da autora, Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, com o seu texto que aborda a Educação a distância na Internet. De acordo com a autora os meios de comunicação de massa (Tv e rádio) foram preponderantes para a expansão da educação a distância no Brasil. Um dos principais motivos, apontados por ela, foi a procura por uma melhor qualificação por parte dos profissionais que buscavam maiores chances no mercado de trabalho pela parcela da população desempregada e, em alguns casos, por profissionais que já atuavam no mercado mas gostariam de uma reciclagem ou aperfeiçoamento.
A pesquisadora destaca que um dos pontos cruciais para o sucesso da “nova” forma de aprendizagem é o envolvimento que aluno e professor devem ter. Ela lembra que em outras ocasiões acontecia (e ainda acontece de acordo com a autora) uma perda da produtividade e até do aproveitamento do ensino por causa da falta de envolvimento de ambas as partes. Para que isso não aconteça, como frisa Maria Elizabeth, é preciso que esteja muito bem definido o papel de cada um dos agentes no processo e que haja interação entre aluno e professor. Para a especialista aspectos das TIC deram um novo impulso a EaD. A flexibilidade do tempo, a agilidade na emissão e recebimento de materiais (incluindo aí as possibilidades de interatividade), além da quebra das barreiras espaciais fazem com que muitos dos problemas detectados no formato anterior as TIC sejam solucionados ou minimizados.
Outro fator importante destacado no texto é o aumento do aprendizado e da colaboração, feito através da (AAC) Aprendizagem Assistida por computador, que auxilia na potencialização do uso das TIC. No entanto, como menciona a autora com citação de Almeida (2000, p. 79), “é preciso criar ambientes que favoreçam a aprendizagem, despertem a disposição para aprender, disponibilize as informações pertinentes de maneira organizada e promovam a interiorização de conceitos construídos”. Essa nova visão traz informações representadas de diversas maneiras (linguagens e formas) através de palavras, páginas, gráficos entre outros, onde estes elementos podem representar um ponto de partida ou de chegada, além de criar conexões com outros elementos, criando diversas possibilidades e oportunizando ao leitor a condição dele traçar seus próprios caminhos. De acordo com o texto, essa visão implica num papel mais ativo do leitor e num rompimento com as seqüenciais fixadas previamente, onde ele passa a ter mais liberdade. Contudo, o papel do professor ainda é muito importante, embora numa nova configuração onde ele passa a ser parceiro do aluno, acompanhando de perto o desenrolar de suas ideais e propostas. Esse “estar junto virtual” envolve uma orientação mais próxima sem criar uma dependência do aluno, para que não se repitam situações encontradas em salas de aula – até porque, segundo a pesquisadora, os efeitos negativos são ainda maiores quando esses erros acontecem em ambientes digitais de aprendizagem.
O texto também nos mostra a importância dos ambientes digitais de aprendizagem (sistemas computacionais disponíveis na internet para dar suporte as atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação) e como eles propiciam atingir determinados objetivos como a interação entre pessoas e objetos de conhecimento, a integração de múltiplas mídias, linguagens e recursos entre outros. A autora aponta como outras vantagens desses recursos a possibilidade da gestão da informação segundo características de cada software e a existência de bancos de informação em diferentes mídias. Ela também mostra como o e-Learning pode auxiliar o segmento, principalmente o empresarial, por causa das suas aplicações e suas características como, por exemplo, a potencialização da aprendizagem e o alcance dos objetivos.
Um aspecto que também merece destaque é a avaliação mais eficiente do percurso do aluno e suas produções através de estatísticas sofisticadas, além do acompanhamento mais eficaz inclusive com o desenvolvimento de sistemas avaliativos participativos para que ele possa ter consciência de onde estão os seus erros e acertos e a partir daí melhorar o seu desempenho. O Projeto Nave, da PUC/SP é citado como exemplo desse tipo de avaliação em que o próprio aluno faz a auto-regulação da sua aprendizagem. Já no último tópico, que aborda os ambientes digitais de interação e aprendizagem, a autora discute como esses ambientes podem ajudar no desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas com a escrita – na expressão do pensamento e na interpretação dos textos e hipertextos. Esse fato, de acordo com Maria Elizabeth, traz uma nova perspectiva para o sistema educacional porque a nossa tradição está baseada na oralidade e o uso desses ambientes pode alterar inclusive esse aspecto da nossa cultura. A autora faz uma observação importante no final do texto sobre a necessidade de se trabalhar o desenvolvimento de competências relacionadas com a alfabetização e inclusão digital para que as pessoas interessadas em participar de cursos à distância possam ter fluência tecnológica a fim de desenvolver da melhor maneira possível as atividades que dependam desses suportes digitais.

Como utilizar a Internet na educação (José Manuel Moran)

Grupo 2

Texto 1

A utilizações da Internet na educação e como aperfeiçoá-los é a questão levantada pelo professor José Manuel Moran em seu texto, que também lança alguns questionamentos para nós refletirmos a respeito das nossas posturas individuais, sobretudo os educadores, e o nosso papel na sociedade – com responsabilidades ainda maiores com o desenvolvimento das novas tecnologias, especialmente a Internet. O autor traz informações quanto aos projetos desenvolvidos em algumas instituições que utilizam recursos de redes eletrônicas no ensino presencial. Inclusive, ele relata as próprias experiências bem sucedidas em relação ao tema e traz algumas dicas importantes de como gerenciar as atividades em sala de aula, complementando-as com o uso das mídias digitais. Outro tema salientado pelo autor diz respeito as medidas que devem ser tomadas a fim de oportunizar o acesso à Internet como forma de promover a inclusão digital, além de explorar ao máximo as ferramentas e utilidades da Rede.
A educação presencial, de acordo com Moran, ganha dimensões diferenciadas a partir do momento em que o professor começa a utilizar várias mídias, em especial a Internet. Para ele, a integração dessas mídias possibilita maximizar o aprendizado por causa de alguns fatores específicos, como por exemplo a utilização de textos, imagens, sons do tema específico do programa, simultaneamente ao uso de livros, revistas e livros. Além disso, há um aspecto crucial para o aumento da produtividade nesse “sistema”: a motivação do aluno. O autor é enfático ao afirmar que a Internet é um grande fator motivacional, pois existe uma maior integração com o professor (que passa a ser praticamente um parceiro, tanto na produção dos trabalhos quanto nas descobertas de novos caminhos), a flexibilização nos horários de trabalho, a possibilidade de divulgar o seu trabalho e acessar o de outras pessoas, além do intercâmbio de informações (com outros alunos, grupos e até instituições de diferentes partes do mundo – através da web) dão ao aluno uma certa autonomia e uma infinidade de possibilidades antes nunca imaginadas.
Aliás, esse é um ponto de preocupação de Moran, pois a grande quantidade de informações e alternativas, através de links e outros atrativos mais, muitas vezes “desviam” o usuário do seu verdadeiro objetivo. Por isso mesmo, ele faz um alerta importante para os educadores “é preciso acompanhar cada aluno, suas produções, incentivá-lo, auxiliar nas suas dúvidas, dar dicas, anotar descobertas etc”, ou seja, mesmo o aluno tendo maior liberdade e autonomia, o professor deve estar atento para que o aprendiz não se desvie do foco principal. Outros erros cometidos pelos alunos nessas circunstâncias são o acúmulo de textos, idéias e lugares, onde, muitas vezes, acabam confundindo-os sobre o que é realmente importante (sem nenhuma triagem) e alguns aspectos cruciais da pesquisa como a hierarquização da idéias e a separação/comparação do material encontrado ficam em segundo plano.
Em um dos tópicos do texto o professor traz alguns detalhes de como as mídias digitais, especialmente a Internet, devem ser conduzidas no processo educacional. Moran destaca que “a navegação precisa de bom senso, gosto estético e intuição”. Para o autor, bom senso significa não se deter diante de tantas possibilidades – selecionando as informações mais importantes; já o gosto estético auxilia no reconhecimento de páginas com maior qualidade e com a integração de imagem e texto; e a intuição indica os links que devem conter o conteúdo procurado. No entanto, de acordo com o especialista, o sucesso desse “processo” está na integração da Internet com as outras tecnologias – Tv, jornal, vídeo e computador, através de uma nova visão pedagógica aberta e criativa.
Cabe ao aluno explorar o aumento das conexões lingüísticas, geográficas e interpessoais a fim de interagir da melhor maneira possível com imagens, formas coloquiais, além de textos sisudos e populares na conexão lingüística. Já na geográfica, ele está sujeito a um deslocamento contínuo em diferentes espaços, culturas e tempos. Nas interpessoais prevalece a comunicação com pessoas próximas e distantes, na sua mesma faixa etária ou não e assim por diante. Logicamente, sempre haverá críticas e elogios a respeito do uso dessas novas tecnologias porque, mesmo o texto citando uma série de vantagens para o usuário, existem algumas lacunas a serem preenchidas – também trazidas pelo texto. Dentre eles o excesso de informações, onde – em alguns casos – o conhecimento acaba sendo confundido. Conseqüentemente há um risco maior de dispersão ou mesmo a perda de tempo durante a conexão. No final, Roman deixa uma mensagem onde ele afirma que “o poder de interação está nas nossas mentes e não fundamentalmente nas tecnologias”. Para ele “ensinar com a Internet representará uma revolução educacional se mudarmos os paradigmas do ensino”. Caso contrário, as tecnologias só servirão como “jogada de marketing ou um paliativo” como pretexto para angariarem status e vantagens no mercado, finaliza o especialista.

sábado, 28 de abril de 2007

Tecnologias e novas educações

Grupo 2

Texto 3

Tecnologias e novas educações
Autores do texto: Nelson Pretto e Cláudio da Costa Pinto

O trabalho de Nelson Petto e Cláudio da Costa Pinto traz uma série de considerações a respeito de como a tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano educacional. Os autores fazem, com muita propriedade, um “passeio” pelo avanço extraordinário das novas tecnologias (sobretudo a internet) e como essas ferramentas estão sendo utilizadas para a organização e a produção do conhecimento. Petto e Pinto citam como exemplo dessa influência o fato das organizações e instituições estarem saindo da tradicional organização vertical de comando para o que eles chamam de organização horizontal em rede. No entanto, a democratização da internet é fator crucial para que haja essa mudança e ela só poderá ser conseguida através de políticas públicas que viabilizem esse acesso, sentenciam os autores.
Eles ainda mostram que, mesmo tendo um aumento considerado dos acessos e da presença das classes menos favorecidas financeiramente (C, D e E) na rede, ainda temos um sério problema de exclusão digital. De acordo com os dados apresentados no estudo, grande parte das pessoas on line, integrantes das classes C, D e E, o fazem de locais tipo: trabalho, escola, ambientes coletivos etc, e não das suas residências. A respeito dos problemas que enfrentamos na educação, Petto e Pinto trazem para discussão mais algumas peculiaridades que foram acrescentadas a eles com o desenvolvimento da globalização e o crescimento das novas tecnologias. A obsolescência das competências profissionais é um dos problemas que foram acrescidos – e muito, pelo advento da globalização, pois passou a ser praticamente obrigatório (por uma série de fatores, inclusive o desemprego) uma requalificação permanente para que o indivíduo mantenha-se sempre “atualizado”. As novas formas de organização do trabalho e da produção, além do avanço na automação da produção e as novas tecnologias da inteligência e a inteligência coletiva, também foram ressaltadas no trabalho. O estudo aponta algumas das novas relações sociais com o saber, desenvolvidas no ciberespaço, e exemplifica como a velocidade dos avanços tecnológicos vem interferindo diretamente na vida e no trabalho das pessoas. As definições de local e temporal ganharam uma nova conotação, até porque os conceitos anteriores já não podiam representar o que eles sugerem hoje em dia, após todas as mudanças ocorridas. Outros termos como: homemmáquina, multirreferenciais hipertextual e geração alt+tab passaram a nortear o nosso vocabulário, tentando representar/definir algumas das novas relações já citadas aqui.
Por fim, Petto e Pinto falam a respeito dos desafios que a educação tem pela frente no uso adequado das novas tecnologias. Eles citam ações desenvolvidas, algumas por eles mesmos, a fim de possibilitar uma interação proveitosa entre a educação e as tecnologias da informação e comunicação. Dois projetos, nos municípios de Irecê e Salvador, foram implantados com base numa perspectiva curricular que tem nas tecnologias da informação e comunicação os seus principais pilares. Esses projetos vão ser objeto de estudo dos próprios professores que buscam compreender como o aprendizado se processará, a partir de indicadores (estipulados por eles) compreendidos como fundamentais para a proposta educacional.
Queridos amigo(a)s

Aos que ainda não sabem, vencemos a eleição para Diretor Geral do CEFET-PE, com 64,5 % dos votos. Contra oito candidatos, foi uma vitória incontestável. O segundo colocado ficou 51% distante de nós.
Gostaria de agradecer todo o apoio e confiança em mim depositados.
Tenho a alegria e a benção de tê-los ao meu lado.
Valeu !!!! Serão mais quatro anos de trabalho sério e dedicado!
Temos muito o que melhorar ainda! Conseguiremos, sem dúvidas!
Abraços e beijos a todos vocês que compartilharam comigo, um dos momentos mais marcantes da minha vida!
Sem vocês, eu não teria conseguido!

Sérgio Gaudêncio

domingo, 8 de abril de 2007

Esse é o blog de Sérgio Gaudêncio, aluno do Mestrado em Gestão Pública da Educação Profissional e Tecnológica da UnB.