Perre Lévy
LÉVY(1997) diz que pela primeira vez na história da humanidade, a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no começo de seu percurso profissional serão obsoletas no fim de sua carreira. Sobre a natureza do trabalho, afirma que o conhecimento não pára de crescer. E o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que ampliam, exteriorizam e alteram funções cognitivas humanas. Essas tecnologias favorecem novas formas de acesso à informação.
O super-fluxo, o saber-transação de conhecimento, as novas tecnologias da inteligência individual e coletiva estão modificando profundamente os dados do problema da educação e da formação. São necessárias, portanto, grandes reformas.
As ferramentas do ciberespaço permitem considerar sistemas de testes automatizados acessíveis a todo momento e redes de transação entre a oferta e a demanda de competência.
Articulação de uma multidão de pontos de vistas de Deus
A partir da pequena equipe do CERN, a World Wide Web propagou-se como pólvora entre os usuários da internet, tornando-se, em poucos anos, um dos principais eixos do ciberespaço. Cada elemento desse incircunscritível novelo é, ao mesmo tempo, um pacote de informação e um instrumento de navegação, uma parte do estoque e um ponto de vista original sobre o referido estoque.
O segundo dilúvio e a inacessibilidade do tudo
A Web e sua irresistível ascensão oferecem uma fantástica imagem da cheia sociedade contemporânea de informação. Há um dilúvio de informações. A partir do século XX, com a ampliação do mundo, com a progressiva descoberta de sua diversidade, com o crescimento cada vez mais rápido dos conhecimentos científicos e tecnológicos, o projeto de domínio do saber por um indivíduo ou pequeno grupo tornou-se cada vez mais ilusório. Para o autor, todos nós, instituições, comunidades, grupos humanos, indivíduos, necessitamos construir um significado, providenciar zonas de familiaridade, domesticar o caos ambiente. Por outro lado, essas zonas apropriadas de significado deverão necessariamente ser móveis, mutantes, em devir.
Quem sabe? A reencarnação do saber
No ciberespaço, o saber não pode mais ser concebido como algo abstrato ou transcendente. Sua pretensa “frieza”, as redes digitais interativas são potentes fatores de personalização ou encarnação do conhecimento. Devemos lembrar sem cansar a inanidade do esquema de substituição. A comunicação por mensagens eletrônicas prepara viagens físicas. Alguns argumentam: certas pessoas passam horas “frente a tela”, isolando-se dos outros. Mas será que dizemos de quem lê que ele “passa horas diante do papel”? Que o texto esteja numa tela não muda nada o fundo da questão.
Nas sociedades anteriores à escrita, o saber prático, mítico e real é encarnado pela comunidade viva. O livro, único, indefinidamente interpretável, transcendente, que contém supostamente tudo: a Bíblia, o Alcorão, os textos sacros, os clássicos, Confúcio, Aristóteles, etc., o intérprete é quem domina o conhecimento.
Para Lévy, a desterritorialização da biblioteca a que estamos presenciando não seja senão o prelúdio do surgimento de um quarto tipo de relação com o conhecimento. Desta vez, ao contrário da oralidade arcaica, o carregador direto do saber não seria mais a comunidade física e sua memória carnal, mas sim o ciberespaço, a região dos mundos virtuais pelo intermédio dos quais as comunidades descobrem e constroem seus objetos e se conhecem como coletivos inteligentes.
A simulação: um modo de conhecimento próprio da cybercultura
Os novos gêneros de conhecimento carregados pela cybercultura, a simulação ocupa um lugar central. Trata-se de uma tecnologia intelectual que decuplica a imaginação individual, a informática exterioriza parcialmente essas faculdades em suportes numéricos. Tanto no plano cognitivo quanto na organização do trabalho, as tecnologias intelectuais devem ser pensadas em temos de articulação e postas em sinergia. Com efeito, nossa memória, no longo prazo, tem a capacidade de armazenar uma grande quantidade de informações e conhecimento, enquanto no curto prazo apresenta representações mentais às quais prestamos deliberadamente nossa atenção, aqui sua capacidade é limitada. A simulação é uma ajuda para a memória de curto prazo que envolve não imagens fixas, textos ou tabelas de números, e sim dinâmicas complexas. A simulação exerce um papel crescente nas atividades de pesquisa científica, de concepção industrial, de gestão, de aprendizado, mas também para o jogo e a diversão. É um modo especial de conhecimento da cybercultura nascente. Sob o ângulo da inteligência coletiva, permite a colocação em imagens e a partilha de mundos virtuais e de universos de significado de uma grande complexidade.
Da interconexão caótica coletiva
Desterritorizado, o saber flutua. A interconexão em tempo real de todos com todos é a causa da desordem. Mas, é também a condição de possibilidade das soluções práticas para os problemas de orientação e aprendizado no universo do saber em fluxo.O ideal mobilizador da informática não é mais a inteligência artificial e sim a inteligência coletiva, ou seja, a valorização, a utilização otimizada e a colocação em sinergia das competências.As novas técnicas de comunicação favorecem o funcionamento em inteligência coletiva, dos grupos humanos, cabe repetir que elas não o determinam da maneira automática.
Mutações da educação e economia do saber
Os sistemas de educação estão sofrendo hoje novas obrigações de quantidade, diversidade e velocidade de evolução dos saberes. As universidades estão mais do que lotadas. Os dispositivos de formação profissional e contínua estão saturados. Metade da sociedade está ou gostaria de estar, na escola. Tanto no plano das infra-estruturas materiais quanto no dos custos de operação, escolas e universidades virtuais custam menos do que às presenciais.
O novo paradigma da navegação(oposto ao do “cursus”) está desenvolvendo nas práticas de coleta de informação e de aprendizado cooperativo no seio do ciberespaço. O aprendizado a distância tem sido, durante muito tempo, o “estepe” do ensino. Em breve, será a “cabeça” pesquisadora.
O aprendizado cooperativo e o novo papel dos docentes
O ponto essencial é a mudança nos processos de aprendizagem. A direção mais promissora é do aprendizado coletivo.
Rumo a uma regulação pública da economia do conhecimento
A informática oferece máquinas de ensinar. Os computadores são considerados como instrumento de comunicação, de pesquisa, d informações, de cálculo, de produção de mensagens. O uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa está acompanhado e ampliando uma profunda mutação da relação com o saber.
Saber-fluxo e dissolução das separações
As desordens da economia, assim como o ritmo precipitado das evoluções científicas e técnicas, determinam uma aceleração generalizada da temporalidade social. A relação intensa com o aprendizado, com a transmissão e com a produção do conhecimento não está mais reservada para uma elite, mas diz respeito à massa das pessoas em sua vida diária e em seu trabalho. Os indivíduos são chamados a mudarem de profissão várias vezes em sua carreira e a própria noção de ofício está tornando-se cada vez mais problemática. Para uma parcela da população, o trabalho não é mais a execução repetitiva de uma tarefa prescrita, mas e uma atividade complexa. Com o uso da hipermídia, dos sistemas de simulação e das redes cooperativas de aprendizado, estão cada vez mais integrados os postos de trabalho.
O reconhecimento adquirido
É para esse novo universo do trabalho que a educação deve preparar. Como os indivíduos aprendem cada vez mais fora das fileiras acadêmicas, cabe aos sistemas de educação implantarem procedimentos de reconhecimento dos saberes e know how adquiridos na vida social e profissional. Essa validação dos saberes , todos os processos, todos os dispositivos de aprendizado, até os menos formais, poderiam ser sancionados por uma qualificação dos indivíduos. Uma vez aceito o princípio segundo o qual toda e qualquer aquisição de competência deve poder dar lugar a um explícito reconhecimento social, os problemas de gestão das competências, tanto na empresa como no nível das coletividades locais, estarão a caminho, se não de sua solução, ao menos e sua mitigação.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Novos desafios na educação: a internet na educação presencial e virtual
José Manuel Moran
Moran(2001) tem a preocupação em reunir questões humanísticas de comunicação interpessoal, de troca entre professores, docentes, alunos, com tecnologias. Mudanças tão profundas na sociedade, que elas afetam também a educação. Mudanças em todos os campos: na medicina, nas ciências, no comportamento e também na educação. Está havendo pressão pela educação contínua, pela educação a distância. Aos poucos a educação vai-se tornando uma mistura de cursos, de sala de aula física e também de intercâmbio virtual. Em alguns cursos, predominará o presencial, em outros, o virtual. Há na USP, na PUC e na UFRS, assim como em vários lugares, experiências com educação a distância. Muitas outras propostas estão surgindo.
À medida que essas tecnologias vão-se tornando mais e mais rápidas, além de escrever coisas a ler mensagens, poderemos ver os alunos, eles verão o professor, a um custo relativamente barato. Quando vale a pena irmos juntos a uma sala de aula para fazer o quê? Como é que vou dar aula para o aluno que está em casa e me vê? Como vai ser este tipo de aula? Que tipo de atividades eu vou desenvolver? Existe o conceito que nós chamamos de banda larga de transmissão em tempo real. Uma pessoa coloca uma câmera pequena, a outra coloca também uma câmera, e as pessoas se vêem, se falam. Posso dar aula em uma tela de computador ou num telão. Como a velocidade está chegando, daqui a um ou mais dois anos, nas Universidades vai estar implantada a banda larga para alguns cursos de especialização, de pós-graduação e algumas disciplinas de graduação.
Nós temos de pensar em como dar aula. É desafiador. O foco na educação a distância não será para alunos pequenos. A pré-escola vai incorporar alguns momentos em que os alunos navegarão na internet. As crianças navegarão, conversarão com outras crianças, enquanto na educação superior e contínua de adultos, a flexibilidade de propostas pedagógicas e tecnológicas será abrangente.
Educar com tecnologia
Para o autor, educar é aprender a gerenciar processos e tecnologias, tanto da informação como da comunicação. Moran questiona que tipo de processo é este em que os alunos querem apenas anotar o que o professor fala? Temos um currículo oficial onde listamos nossos cursos, tudo o que nós fizemos, há um outro currículo que se chama aprendizagem de vida. Assim, como se comunicar numa sociedade em que predomina o marketing de meias verdades? Cada vez mais, as nossas falas são superficiais. Em sua visão, o desafio é sermos educadores e comunicadores de pessoas competentes e integradas. Não precisaríamos de tantas teorias se fôssemos mais amadurecidos.
Outro desafio é integrar as tecnologias sem projetos pedagógicos, inovadores e participativos. Temos também muitas ambigüidades no uso das tecnologias.
Ensinar e aprender com a internet
a internet é uma mídia de pesquisa, cuja palavra chave é busca e também uma mídia de comunicação.ainda engatinha, mas em 10 anos será mais famosa do que a TV. Há uma expectativa exagerada, mas as tecnologias vão mudar nossa realidade. A questão principal, no entanto, não é o conhecimento e o uso dessas ferramentas e sim o desenvolvimento de processos participativos. Pode-se falar menos em sala de aula e os alunos aprenderem.a incentivar que eles pesquise, consultem bibliotecas, façam entrevistas com pessoas, e depois compartilhar resultados com colegas e divulgá-los na internet.
Utilização de recursos simples da internet
Para ensinar é preciso, é importante começar conhecendo os alunos, como eles são, o que querem e desenvolver processos de comunicação mais participativos. O professor pode criar uma página na web. A classe também pode cria a sua. O educador passa a ser um coordenador, um gerenciador.
Avaliação do ensino/aprendizagem com a internet
Os alunos e os professores desenvolvem mais a intuição, pois a avaliação é instantânea, na internet é assim. A intuição é fundamental como capacidade de organizar de maneira imediata o fragmentado. Além de permitir atualização constante.
Alguns problemas no uso da internet
Propensão à dispersão em função da curiosidade e saber separar quantidade de qualidade, além dos deslumbramentos pelas imagens e sons. Também merece destaque o consumismo dos jovens. É fundamental o professor estar antenado e aumentar a comunicação buscando o prazer de viver e aprender.
Moran(2001) tem a preocupação em reunir questões humanísticas de comunicação interpessoal, de troca entre professores, docentes, alunos, com tecnologias. Mudanças tão profundas na sociedade, que elas afetam também a educação. Mudanças em todos os campos: na medicina, nas ciências, no comportamento e também na educação. Está havendo pressão pela educação contínua, pela educação a distância. Aos poucos a educação vai-se tornando uma mistura de cursos, de sala de aula física e também de intercâmbio virtual. Em alguns cursos, predominará o presencial, em outros, o virtual. Há na USP, na PUC e na UFRS, assim como em vários lugares, experiências com educação a distância. Muitas outras propostas estão surgindo.
À medida que essas tecnologias vão-se tornando mais e mais rápidas, além de escrever coisas a ler mensagens, poderemos ver os alunos, eles verão o professor, a um custo relativamente barato. Quando vale a pena irmos juntos a uma sala de aula para fazer o quê? Como é que vou dar aula para o aluno que está em casa e me vê? Como vai ser este tipo de aula? Que tipo de atividades eu vou desenvolver? Existe o conceito que nós chamamos de banda larga de transmissão em tempo real. Uma pessoa coloca uma câmera pequena, a outra coloca também uma câmera, e as pessoas se vêem, se falam. Posso dar aula em uma tela de computador ou num telão. Como a velocidade está chegando, daqui a um ou mais dois anos, nas Universidades vai estar implantada a banda larga para alguns cursos de especialização, de pós-graduação e algumas disciplinas de graduação.
Nós temos de pensar em como dar aula. É desafiador. O foco na educação a distância não será para alunos pequenos. A pré-escola vai incorporar alguns momentos em que os alunos navegarão na internet. As crianças navegarão, conversarão com outras crianças, enquanto na educação superior e contínua de adultos, a flexibilidade de propostas pedagógicas e tecnológicas será abrangente.
Educar com tecnologia
Para o autor, educar é aprender a gerenciar processos e tecnologias, tanto da informação como da comunicação. Moran questiona que tipo de processo é este em que os alunos querem apenas anotar o que o professor fala? Temos um currículo oficial onde listamos nossos cursos, tudo o que nós fizemos, há um outro currículo que se chama aprendizagem de vida. Assim, como se comunicar numa sociedade em que predomina o marketing de meias verdades? Cada vez mais, as nossas falas são superficiais. Em sua visão, o desafio é sermos educadores e comunicadores de pessoas competentes e integradas. Não precisaríamos de tantas teorias se fôssemos mais amadurecidos.
Outro desafio é integrar as tecnologias sem projetos pedagógicos, inovadores e participativos. Temos também muitas ambigüidades no uso das tecnologias.
Ensinar e aprender com a internet
a internet é uma mídia de pesquisa, cuja palavra chave é busca e também uma mídia de comunicação.ainda engatinha, mas em 10 anos será mais famosa do que a TV. Há uma expectativa exagerada, mas as tecnologias vão mudar nossa realidade. A questão principal, no entanto, não é o conhecimento e o uso dessas ferramentas e sim o desenvolvimento de processos participativos. Pode-se falar menos em sala de aula e os alunos aprenderem.a incentivar que eles pesquise, consultem bibliotecas, façam entrevistas com pessoas, e depois compartilhar resultados com colegas e divulgá-los na internet.
Utilização de recursos simples da internet
Para ensinar é preciso, é importante começar conhecendo os alunos, como eles são, o que querem e desenvolver processos de comunicação mais participativos. O professor pode criar uma página na web. A classe também pode cria a sua. O educador passa a ser um coordenador, um gerenciador.
Avaliação do ensino/aprendizagem com a internet
Os alunos e os professores desenvolvem mais a intuição, pois a avaliação é instantânea, na internet é assim. A intuição é fundamental como capacidade de organizar de maneira imediata o fragmentado. Além de permitir atualização constante.
Alguns problemas no uso da internet
Propensão à dispersão em função da curiosidade e saber separar quantidade de qualidade, além dos deslumbramentos pelas imagens e sons. Também merece destaque o consumismo dos jovens. É fundamental o professor estar antenado e aumentar a comunicação buscando o prazer de viver e aprender.
O orkut dos alunos tem muito a ensinar sobre eles
Débora Menezes
A produção textual nas páginas pessoais pode ser encarado como um dos diagnósticos sobre a aprendizagem em sala de aula
Jovens estudantes, da rede pública em São Paulo, fizeram boletins de rádio durante o Encontro Internacional áfrica-Brasil, que propôs discussões sobre igualdade radical na mídia e no sistema educativo. Esses jovens participaram de oficinas promovidas pelo NCE e parceiros, pesquisaram sobre temas correlatos e personalidades históricas como Nelson Mandela e visitaram o Museu AfroBrasil, em São Paulo. Se um evento ou uma data importante estão para acontecer, os professores podem preparar aulas com meses de antecedência sobre o tema. E sugerir atividades envolvendo os alunos na transmissão desse conhecimento adquirido: jornais, boletins de rádios e até programas de tv. O importante é incluir os alunos nas ferramentas poderosas que a tecnologia oferece. E isso vai além do uso de internet, para fazer pesquisas. Para a autora, os professores precisam aprender a criar conhecimentos junto com seus alunos.
A inclusão digital dos professores brasileiros ainda está longe da ideal, recursos, acesso e tempo para capacitação. Ela cita o exemplo da educadora Maria Lúcia, que realizou pesquisa na internet. Começou por uma pesquisa de história. A idéia era encontrar na rede informação sobre jogos antigos, pouco conhecidos. Sua principal fonte foi o site www.jogos.antigos.nom.br. Em seguida, apresentou esse primeiro levantamento aos alunos e pediu um aprofundamento. A professora trabalhava com a turma o raciocínio lógico e a geometria dos tabuleiros, seu colega de Língua Portuguesa explorava interpretação dos textos das regras.
Buscadores
Sites de busca como o Google e o Altivista são difíceis para fazer pesquisa, pois são muito disputados. A internet é aberta e, assim como tem muita coisa boa, há muita informação errada. Ela acredita que os portais temáticos são boas alternativas ao volume incalculável dos grandes sites de busca. O III Congresso Ibero-Americano Educarede, promovido pela fundação Telefônica, buscou a reflexão, direta ou indireta, sobre um tema cada vez mais forte o uso do computador dentro e fora da sala de aula. No processo de inclusão digital, muitos jovens sabem mexer em computadores, mas não têm maturidade para, sozinhos, utilizarem as máquinas como ferramenta de aprendizagem. Já o professor não deve sentir-se ansioso pelo fato de não dominar a tecnologia ou de não entrar na internet com a mesma facilidade dos alunos. Se o professor utiliza ferramentas da internet, com um Blog,ou o MSN, ganha pontos no relacionamento caso ainda não consiga dominar essa tecnologia.
Para todos
A professora Elizabeth Maria da Silva acha difícil trabalhar com a tecnologia de maneira proveitosa. Na escola o laboratório de informática tem poucos computadores e ainda falta impressora e acesso à internet. A inclusão digital ainda é uma realidade distante, não só dos professores, mas de muitos alunos. O pesquisador Claudemir Viana acompanhou, durante três anos, 30 crianças de terceira e quarta séries do Ensino Fundamental. Constatou que o espaço virtual apenas transferiu para o ambiente do computador algumas brincadeiras que antes aconteciam na vida real. Com uma vantagem, o poder de interação com os objetos virtuais é muito maior. As meninas, que no site da Barbie, exercem o poder de decisão proporcionado pelos jogos. Os meninos preferem jogos de luta. O pesquisador defende que os jogos não são prejudiciais, como acreditam muitos pais e professores. A questão, como sempre está no limite. O professor pode, mesmo sem acesso ao computador resgatar personagens e situações encontradas nos jogos, identificando os preferidos da turma e discutindo em classe inclinação por determinadas figuras virtuais. Para o educomunicador José Manuel Moran, o professor tem que participar de alguma forma do cotidiano do aluno, mesmo que não seja diretamente com o auxílio de um computador.
A produção textual nas páginas pessoais pode ser encarado como um dos diagnósticos sobre a aprendizagem em sala de aula
Jovens estudantes, da rede pública em São Paulo, fizeram boletins de rádio durante o Encontro Internacional áfrica-Brasil, que propôs discussões sobre igualdade radical na mídia e no sistema educativo. Esses jovens participaram de oficinas promovidas pelo NCE e parceiros, pesquisaram sobre temas correlatos e personalidades históricas como Nelson Mandela e visitaram o Museu AfroBrasil, em São Paulo. Se um evento ou uma data importante estão para acontecer, os professores podem preparar aulas com meses de antecedência sobre o tema. E sugerir atividades envolvendo os alunos na transmissão desse conhecimento adquirido: jornais, boletins de rádios e até programas de tv. O importante é incluir os alunos nas ferramentas poderosas que a tecnologia oferece. E isso vai além do uso de internet, para fazer pesquisas. Para a autora, os professores precisam aprender a criar conhecimentos junto com seus alunos.
A inclusão digital dos professores brasileiros ainda está longe da ideal, recursos, acesso e tempo para capacitação. Ela cita o exemplo da educadora Maria Lúcia, que realizou pesquisa na internet. Começou por uma pesquisa de história. A idéia era encontrar na rede informação sobre jogos antigos, pouco conhecidos. Sua principal fonte foi o site www.jogos.antigos.nom.br. Em seguida, apresentou esse primeiro levantamento aos alunos e pediu um aprofundamento. A professora trabalhava com a turma o raciocínio lógico e a geometria dos tabuleiros, seu colega de Língua Portuguesa explorava interpretação dos textos das regras.
Buscadores
Sites de busca como o Google e o Altivista são difíceis para fazer pesquisa, pois são muito disputados. A internet é aberta e, assim como tem muita coisa boa, há muita informação errada. Ela acredita que os portais temáticos são boas alternativas ao volume incalculável dos grandes sites de busca. O III Congresso Ibero-Americano Educarede, promovido pela fundação Telefônica, buscou a reflexão, direta ou indireta, sobre um tema cada vez mais forte o uso do computador dentro e fora da sala de aula. No processo de inclusão digital, muitos jovens sabem mexer em computadores, mas não têm maturidade para, sozinhos, utilizarem as máquinas como ferramenta de aprendizagem. Já o professor não deve sentir-se ansioso pelo fato de não dominar a tecnologia ou de não entrar na internet com a mesma facilidade dos alunos. Se o professor utiliza ferramentas da internet, com um Blog,ou o MSN, ganha pontos no relacionamento caso ainda não consiga dominar essa tecnologia.
Para todos
A professora Elizabeth Maria da Silva acha difícil trabalhar com a tecnologia de maneira proveitosa. Na escola o laboratório de informática tem poucos computadores e ainda falta impressora e acesso à internet. A inclusão digital ainda é uma realidade distante, não só dos professores, mas de muitos alunos. O pesquisador Claudemir Viana acompanhou, durante três anos, 30 crianças de terceira e quarta séries do Ensino Fundamental. Constatou que o espaço virtual apenas transferiu para o ambiente do computador algumas brincadeiras que antes aconteciam na vida real. Com uma vantagem, o poder de interação com os objetos virtuais é muito maior. As meninas, que no site da Barbie, exercem o poder de decisão proporcionado pelos jogos. Os meninos preferem jogos de luta. O pesquisador defende que os jogos não são prejudiciais, como acreditam muitos pais e professores. A questão, como sempre está no limite. O professor pode, mesmo sem acesso ao computador resgatar personagens e situações encontradas nos jogos, identificando os preferidos da turma e discutindo em classe inclinação por determinadas figuras virtuais. Para o educomunicador José Manuel Moran, o professor tem que participar de alguma forma do cotidiano do aluno, mesmo que não seja diretamente com o auxílio de um computador.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Desafios da Televisão e do Vídeo à Escola
José Manuel Moran
O professor Moran acredita que os educadores estão deslumbrados com o computador e a internet e deixando de lado a televisão e o vídeo. A televisão, o cinema e o vídeo desempenham um papel educacional relevante. Mostram-nos modelos de comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.
A informação e a forma de ver o mundo no Brasil provêm fundamentalmente da televisão. A TV alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens e boa parte dos adultos levam para a sala de aula.
A TV fala da vida, do presente, dos problemas afetivos. A escola é muito distante e intelectualizada. Nós, como educadores e telespectadores, sentimos na pele a esquizofrenia das visões contraditórias de mundo e das narrativas tão diferentes dos meios de comunicação e da escola.
Os meios de comunicação hiper-exploram nossas emoções, fantasias, desejos, medos e aperfeiçoam continuamente estratégias e fórmulas de sedução e de dependência.
Os educadores costumam contrapor a diferença de funções e da missão da televisão e da escola. A TV entretém e a escola educa. Nós, educadores, fazemos pequenas adaptações, damos um verniz de modernidade nas nossas aulas, mas continuamos prendendo os alunos pela força e mantemos confinados em espaços barulhentos, sufocantes e fazendo atividades pouco atraentes.
Como a televisão se comunica?
Os meios de comunicação desenvolvem formas sofisticadas multidimensionais de comunicação sensorial, emocional e racional. A TV fala primeiro do “sentimento”: o que você sentiu, não o que conheceu, as idéias estão embutidas na roupagem sensorial, intuitiva e afetiva.
A televisão e o vídeo partem do concreto, do visível, do imediato, próximo, que tocam todos os sentidos. A eficácia de comunicação dos meios eletrônicos, em particular da televisão, se deve também à capacidade de articulação, de superposição e de combinação de linguagens diferentes. Num olhar distante tudo aprece igual, tudo se repete, tudo se copia. Ao olhar mais de perto, por trás de fórmula conhecida, há variantes adaptadoras e diferenciadoras.
A força da linguagem audiovisual está em que consegue dizer muito mais do que captamos, encontra dentro de nós uma repercussão em imagens básicas, centrais, simbólicas, arquetípicas com as quais nos identificamos ou que se relacionam conosco de alguma forma. Televisão e vídeo combinam a dimensão espacial com a sinestésica, ritmos rápidos e lentos, narrativas de impacto e de relaxamento. Combinam a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. A televisão estabelece uma conexão aparentemente lógica entre mostrar e demonstrar. Uma situação isolada converte-se em situação paradigmática, padrão universal.
Estratégias de utilização da TV e do vídeo
A televisão e a internet não são somente tecnologias de apoio às aulas, são mídias, meios de comunicação. Podemos incentivar os alunos a filmarem, apresentarem pesquisas em vídeo, em CD, em páginas na web. Pode-se analisar essas produções e inserir uma discussão teórica.
A escola precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação, discutir com os alunos e perceber, conjuntamente, os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto.
A televisão, o cinema, a internet e demais tecnologias nos auxiliam a educar com desafios. O presencial se torna mais virtual e a educação a distância se torna mais presencial. Os modelos de educação tradicional não nos servem mais. Podemos começar por formas de utilização das novas tecnologias mais simples e assumindo atividades mais complexas. Vale a pena pesquisar novos caminhos de integração do humano e do tecnológico, do sensorial, emocional, racional e ético, do presencial e do virtual; de integração da escola, do trabalho e da vida.
O professor Moran acredita que os educadores estão deslumbrados com o computador e a internet e deixando de lado a televisão e o vídeo. A televisão, o cinema e o vídeo desempenham um papel educacional relevante. Mostram-nos modelos de comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.
A informação e a forma de ver o mundo no Brasil provêm fundamentalmente da televisão. A TV alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens e boa parte dos adultos levam para a sala de aula.
A TV fala da vida, do presente, dos problemas afetivos. A escola é muito distante e intelectualizada. Nós, como educadores e telespectadores, sentimos na pele a esquizofrenia das visões contraditórias de mundo e das narrativas tão diferentes dos meios de comunicação e da escola.
Os meios de comunicação hiper-exploram nossas emoções, fantasias, desejos, medos e aperfeiçoam continuamente estratégias e fórmulas de sedução e de dependência.
Os educadores costumam contrapor a diferença de funções e da missão da televisão e da escola. A TV entretém e a escola educa. Nós, educadores, fazemos pequenas adaptações, damos um verniz de modernidade nas nossas aulas, mas continuamos prendendo os alunos pela força e mantemos confinados em espaços barulhentos, sufocantes e fazendo atividades pouco atraentes.
Como a televisão se comunica?
Os meios de comunicação desenvolvem formas sofisticadas multidimensionais de comunicação sensorial, emocional e racional. A TV fala primeiro do “sentimento”: o que você sentiu, não o que conheceu, as idéias estão embutidas na roupagem sensorial, intuitiva e afetiva.
A televisão e o vídeo partem do concreto, do visível, do imediato, próximo, que tocam todos os sentidos. A eficácia de comunicação dos meios eletrônicos, em particular da televisão, se deve também à capacidade de articulação, de superposição e de combinação de linguagens diferentes. Num olhar distante tudo aprece igual, tudo se repete, tudo se copia. Ao olhar mais de perto, por trás de fórmula conhecida, há variantes adaptadoras e diferenciadoras.
A força da linguagem audiovisual está em que consegue dizer muito mais do que captamos, encontra dentro de nós uma repercussão em imagens básicas, centrais, simbólicas, arquetípicas com as quais nos identificamos ou que se relacionam conosco de alguma forma. Televisão e vídeo combinam a dimensão espacial com a sinestésica, ritmos rápidos e lentos, narrativas de impacto e de relaxamento. Combinam a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. A televisão estabelece uma conexão aparentemente lógica entre mostrar e demonstrar. Uma situação isolada converte-se em situação paradigmática, padrão universal.
Estratégias de utilização da TV e do vídeo
A televisão e a internet não são somente tecnologias de apoio às aulas, são mídias, meios de comunicação. Podemos incentivar os alunos a filmarem, apresentarem pesquisas em vídeo, em CD, em páginas na web. Pode-se analisar essas produções e inserir uma discussão teórica.
A escola precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação, discutir com os alunos e perceber, conjuntamente, os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto.
A televisão, o cinema, a internet e demais tecnologias nos auxiliam a educar com desafios. O presencial se torna mais virtual e a educação a distância se torna mais presencial. Os modelos de educação tradicional não nos servem mais. Podemos começar por formas de utilização das novas tecnologias mais simples e assumindo atividades mais complexas. Vale a pena pesquisar novos caminhos de integração do humano e do tecnológico, do sensorial, emocional, racional e ético, do presencial e do virtual; de integração da escola, do trabalho e da vida.
A Sociedade Conectada: Caminhos para a Formação de Professores
Christina Marília Teixeira Silva
A autora Christina Marília Teixeira Silva (2000) percebe que as novas tecnologias vêm causando profundas alterações na sociedade. Estas tecnologias afetam valores, identidades, formas de trabalho, formas de pensar e de sentir. A educação se move tão lentamente que a distância entre a tecnologia e o processo educativo se torna cada vez mais ampla. Apropriamo-nos dos processos desenvolvendo habilidades que permitam o acesso e o controle das tecnologias e de seus efeitos. Nesse sentido, a necessidade de se formar professores sintonizados com a sociedade tecnológica. Introduzir computadores, ferramentas de telecomunicações ou qualquer outro recurso tecnológico nas experiências de aprendizagem dos alunos não resulta automaticamente na melhoria da aprendizagem.
Buscando caminhos para a formação de professores
É preciso que o investimento, no que diz respeito à presença do computador no ensino, seja diferente daquele realizado pelas escolas norte-americanas: 90% para equipamentos e 10% destinado à formação de professores. Às vezes, o professor é treinado para usar uma nova tecnologia, mas sua atuação não se modifica em sala de aula. Deve-se propiciar meios para que haja uma mudança na forma do professor “ver a sua prática, entender o processo de ensino-aprendizagem e assumir uma nova postura como educador”. A opção deve ser pelo ensino através do computador e não do ensino sobre computação.
A questão da formação de professores é complexa e, definindo-se o modelo desejado, deve-se levar em conta, questões relacionadas aos possíveis papéis do professor no processo de ensino-aprendizagem. É fundamental que sejam realizadas alterações profundas nesse processo e que os professores sejam capazes de estabelecer o quê, como, por quê, para quê, a quem e para quem servem as novas tecnologias. Precisa-se de ambientes que funcionem como verdadeiras salas de aula virtuais, não repetindo o modelo tradicional, mas incentivando o trabalho independente quanto o não repetindo o modelo tradicional, mas incentivando tanto o trabalho independente quanto o cooperativo.
Programas disponibilizados na rede também se constituem em material didático, mas é necessário atender a requisitos como:
1. Desenvolver o material para o usuário e não para a tecnologia
2. Escolher os tipos de mídia baseado nos objetivos de aprendizagem
3. Fornecer ao usuário grande quantidade de interatividade
4. Planejar para que o material se adapte a diferentes níveis de habilidade
5. Atender a uma variedade de estilos de aprendizagem: pessoas diferentes aprendem de formas diferentes
6. Preferir o modo não linear. A web constrói conhecimento de forma não linear.
7. Respeitar o aluno: evitar conteúdos ou feedbacks não significativos, nem motivadores
8. Testar o projeto da interface em usuários reais:materiais didáticos com um projeto inadequado desmotivam o usuário.
Alguns autores sugerem estratégias com uso de tecnologias que podem ser consideradas muito sofisticadas para a realidade educacional brasileira. As estratégias de formação de professores devem usar “agentes inteligentes”, como a Tv a cabo conectada diretamente à internet.
É necessário que o professor tenha a oportunidade de capacitar-se naquilo que mais lhe interessa e que é adequado às suas necessidades profissionais. Um outro exemplo consiste na criação de uma rede sem fio, projetada para usar todos os benefícios da tecnologia portátil. Os profissionais envolvidos no processo de formação devem possuir um computador notebook, assim os “alunos” podem se conectar a bate-papos on-line, esclarecer dúvidas e trocar opiniões.
Oliveria(1997) diz que a formação deve ser eficaz, as pessoas responsáveis por ela precisam estar preparadas tanto nos aspectos ligados à informática quanto aos aspectos pedagógicos da utilização da tecnologia em ambientes de aprendizagem. A formação deve ser contínua, pois os professores necessitam acompanhar a velocidade com que se alteram programas e equipamentos.
Devemos refletir com maior cuidado para saber quando convém atualizar determinada tecnologia, por que fazê-lo, quais sãos os custos e o impacto educativo de tal mudança. Cada escola deve ter um projeto tecnológico claro, flexível e atualizável.
Implementando redes de computadores na educação: a necessidade de um novo paradigma
Há resultados na utilização das redes na educação, bem como alguns problemas. Destacamos os seguintes: o professor deve ser um facilitador; os alunos tendem a se dispersar na exploração da informação; a motivação dos alunos é maior pela quantidade de informações disponíveis; desenvolve maior habilidade para se fazer pesquisa; novas formas de comunicação estão surgindo e a ampliação da cooperação, da pesquisa em grupo de troca de resultados, são ampliadas com o uso das redes.
Diante da tecnologia, há duas atitudes manifestas: a dos tecnofílicos e a dos tecnofóbicos, a dos tecnootimistas e a dos tecnopssimistas. Podemos ignorá-la, e ela nos atropela, ou a assimilamos e a integramos.
A autora Christina Marília Teixeira Silva (2000) percebe que as novas tecnologias vêm causando profundas alterações na sociedade. Estas tecnologias afetam valores, identidades, formas de trabalho, formas de pensar e de sentir. A educação se move tão lentamente que a distância entre a tecnologia e o processo educativo se torna cada vez mais ampla. Apropriamo-nos dos processos desenvolvendo habilidades que permitam o acesso e o controle das tecnologias e de seus efeitos. Nesse sentido, a necessidade de se formar professores sintonizados com a sociedade tecnológica. Introduzir computadores, ferramentas de telecomunicações ou qualquer outro recurso tecnológico nas experiências de aprendizagem dos alunos não resulta automaticamente na melhoria da aprendizagem.
Buscando caminhos para a formação de professores
É preciso que o investimento, no que diz respeito à presença do computador no ensino, seja diferente daquele realizado pelas escolas norte-americanas: 90% para equipamentos e 10% destinado à formação de professores. Às vezes, o professor é treinado para usar uma nova tecnologia, mas sua atuação não se modifica em sala de aula. Deve-se propiciar meios para que haja uma mudança na forma do professor “ver a sua prática, entender o processo de ensino-aprendizagem e assumir uma nova postura como educador”. A opção deve ser pelo ensino através do computador e não do ensino sobre computação.
A questão da formação de professores é complexa e, definindo-se o modelo desejado, deve-se levar em conta, questões relacionadas aos possíveis papéis do professor no processo de ensino-aprendizagem. É fundamental que sejam realizadas alterações profundas nesse processo e que os professores sejam capazes de estabelecer o quê, como, por quê, para quê, a quem e para quem servem as novas tecnologias. Precisa-se de ambientes que funcionem como verdadeiras salas de aula virtuais, não repetindo o modelo tradicional, mas incentivando o trabalho independente quanto o não repetindo o modelo tradicional, mas incentivando tanto o trabalho independente quanto o cooperativo.
Programas disponibilizados na rede também se constituem em material didático, mas é necessário atender a requisitos como:
1. Desenvolver o material para o usuário e não para a tecnologia
2. Escolher os tipos de mídia baseado nos objetivos de aprendizagem
3. Fornecer ao usuário grande quantidade de interatividade
4. Planejar para que o material se adapte a diferentes níveis de habilidade
5. Atender a uma variedade de estilos de aprendizagem: pessoas diferentes aprendem de formas diferentes
6. Preferir o modo não linear. A web constrói conhecimento de forma não linear.
7. Respeitar o aluno: evitar conteúdos ou feedbacks não significativos, nem motivadores
8. Testar o projeto da interface em usuários reais:materiais didáticos com um projeto inadequado desmotivam o usuário.
Alguns autores sugerem estratégias com uso de tecnologias que podem ser consideradas muito sofisticadas para a realidade educacional brasileira. As estratégias de formação de professores devem usar “agentes inteligentes”, como a Tv a cabo conectada diretamente à internet.
É necessário que o professor tenha a oportunidade de capacitar-se naquilo que mais lhe interessa e que é adequado às suas necessidades profissionais. Um outro exemplo consiste na criação de uma rede sem fio, projetada para usar todos os benefícios da tecnologia portátil. Os profissionais envolvidos no processo de formação devem possuir um computador notebook, assim os “alunos” podem se conectar a bate-papos on-line, esclarecer dúvidas e trocar opiniões.
Oliveria(1997) diz que a formação deve ser eficaz, as pessoas responsáveis por ela precisam estar preparadas tanto nos aspectos ligados à informática quanto aos aspectos pedagógicos da utilização da tecnologia em ambientes de aprendizagem. A formação deve ser contínua, pois os professores necessitam acompanhar a velocidade com que se alteram programas e equipamentos.
Devemos refletir com maior cuidado para saber quando convém atualizar determinada tecnologia, por que fazê-lo, quais sãos os custos e o impacto educativo de tal mudança. Cada escola deve ter um projeto tecnológico claro, flexível e atualizável.
Implementando redes de computadores na educação: a necessidade de um novo paradigma
Há resultados na utilização das redes na educação, bem como alguns problemas. Destacamos os seguintes: o professor deve ser um facilitador; os alunos tendem a se dispersar na exploração da informação; a motivação dos alunos é maior pela quantidade de informações disponíveis; desenvolve maior habilidade para se fazer pesquisa; novas formas de comunicação estão surgindo e a ampliação da cooperação, da pesquisa em grupo de troca de resultados, são ampliadas com o uso das redes.
Diante da tecnologia, há duas atitudes manifestas: a dos tecnofílicos e a dos tecnofóbicos, a dos tecnootimistas e a dos tecnopssimistas. Podemos ignorá-la, e ela nos atropela, ou a assimilamos e a integramos.
Gestão Inovadora da Escola com Tecnologias
José Manuel Moran
Para Moran (2003), as condições de gerenciamento de muitas das escolas públicas são precárias: infra-estrutura deficiente, professores mal preparados, classes barulhentas. Difícil falar em gestão inovadora nessas condições. No entanto, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências, por exemplo, sua capacidade de liderar, de motivar, de encontrar soluções para driblar o orçamento precário.
Escolas com problemas sérios encontramos professores que conseguem comunicar-se de forma significativa com seus alunos e ajudá-los a aprender. Outros gestores transformam as limitações organizacionais e contribuem para transformar a escola em espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis.
Quando se fala em tecnologias na gestão escolar, pensa-se em computadores, vídeos, softwares e internet. Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam. A forma como os organizamos em grupos, em salas, em outros espaços isso é também tecnologia.
Quando uma pessoa pobre diz que não tem tecnologias é, parcialmente, correto, pois estamos sempre utilizando inúmeras tecnologias da informação e de comunicação, na parte das vezes, sofisticadas. Na escola combinamos tecnologias presenciais e virtuais.
Programas integrados de gestão administrativo-pedagógica
As tecnologias são apoios indispensáveis ao gerenciamento das atividades administrativas e pedagógicas. O computador começou a ser utilizado antes na secretaria do que na sala de aula. Não se pode separar o administrativo do pedagógico: ambos são necessários.
As redes administrativas e pedagógica, nesta primeira etapa, estiveram separadas e ainda continuam funcionando em paralelo em muitas escolas. Existem no mercado programas de gestão tecnológica que têm como princípio integrar todas as informações que dizem respeito à escola.
Num segundo momento, a internet se conecta com a internet, abre-se o mundo através da web, que tem como finalidade imediata a divulgação da escola, marketing, e como finalidade principal facilitar a comunicação entre todos os participantes da comunidade escolar.
Gestão Administrativa
Os principais colégios e universidades do Brasil utilizam programas integrados de gestão. Diminuem a circulação de papéis, formulários e ofícios, bem comuns nas escolas públicas. As inscrições dos alunos é via computador. Cadastros atualizados, emissão de boletos e outras atividades, freqüência de alunos e professores, tudo pelo computador. Há outra área importante de informatização: o controle financeiro. O programa integra todas as despesas e permite fazer projeções sobre o tempo que levará para equilibrar receita e despesa.
Gestão pedagógica
O administrativo está a serviço do pedagógico e ambos precisam caminhar integrados. Há grandes avanços na qualidade das informações disponíveis on-line para a comunidade escolar e para o público em geral. A internet é um espaço virtual de comunicação e divulgação. Cada escola deve aproveitá-la para mostrar a sua cara à sociedade: projetos, ações, filosofia pedagógica.
Há um segundo nível de comunicação do colégio pela internet: com a comunidade local (família dos alunos, associações, empresas, igrejas...). No terceiro nível, a página da escola deve focalizar os professores, os alunos e os funcionários, ou seja, a comunidade de ensino-aprendizagem. São importantes os acessos à Biblioteca Virtual com acervos digitalizados, materiais de professores, divulgação da produção dos alunos, chats, listas de discussão.
Pedagogia da gestão pedagógica
Cada escola tem uma situação concreta, que interfere em um processo de gestão com tecnologias. Há avanços na informatização das escolas, mas a demanda por novos laboratórios, por conexões mais rápidas, por novos programas é incessante e deixa também amedrontado o gestor, pois não tem a certeza se o investimento vale a pena.
O segundo passo na gestão tecnológica é o domínio do técnico. Se o professor só toca no computador uma vez por semana vai demorar a dominá-lo.
O terceiro passo é o domínio pedagógico e gerencial. O que podemos fazer com essas tecnologias para facilitar o processo de aprendizagem? Alunos, pais e professores acessem mais rapidamente as informações.
O quarto passo é o das soluções inovadoras que seriam impossíveis sem essas novas tecnologias. A integração da gestão administrativa e pedagógica se faz de forma mais ampla com os computadores conectados em rede.
Para Moran (2003), as condições de gerenciamento de muitas das escolas públicas são precárias: infra-estrutura deficiente, professores mal preparados, classes barulhentas. Difícil falar em gestão inovadora nessas condições. No entanto, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências, por exemplo, sua capacidade de liderar, de motivar, de encontrar soluções para driblar o orçamento precário.
Escolas com problemas sérios encontramos professores que conseguem comunicar-se de forma significativa com seus alunos e ajudá-los a aprender. Outros gestores transformam as limitações organizacionais e contribuem para transformar a escola em espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis.
Quando se fala em tecnologias na gestão escolar, pensa-se em computadores, vídeos, softwares e internet. Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam. A forma como os organizamos em grupos, em salas, em outros espaços isso é também tecnologia.
Quando uma pessoa pobre diz que não tem tecnologias é, parcialmente, correto, pois estamos sempre utilizando inúmeras tecnologias da informação e de comunicação, na parte das vezes, sofisticadas. Na escola combinamos tecnologias presenciais e virtuais.
Programas integrados de gestão administrativo-pedagógica
As tecnologias são apoios indispensáveis ao gerenciamento das atividades administrativas e pedagógicas. O computador começou a ser utilizado antes na secretaria do que na sala de aula. Não se pode separar o administrativo do pedagógico: ambos são necessários.
As redes administrativas e pedagógica, nesta primeira etapa, estiveram separadas e ainda continuam funcionando em paralelo em muitas escolas. Existem no mercado programas de gestão tecnológica que têm como princípio integrar todas as informações que dizem respeito à escola.
Num segundo momento, a internet se conecta com a internet, abre-se o mundo através da web, que tem como finalidade imediata a divulgação da escola, marketing, e como finalidade principal facilitar a comunicação entre todos os participantes da comunidade escolar.
Gestão Administrativa
Os principais colégios e universidades do Brasil utilizam programas integrados de gestão. Diminuem a circulação de papéis, formulários e ofícios, bem comuns nas escolas públicas. As inscrições dos alunos é via computador. Cadastros atualizados, emissão de boletos e outras atividades, freqüência de alunos e professores, tudo pelo computador. Há outra área importante de informatização: o controle financeiro. O programa integra todas as despesas e permite fazer projeções sobre o tempo que levará para equilibrar receita e despesa.
Gestão pedagógica
O administrativo está a serviço do pedagógico e ambos precisam caminhar integrados. Há grandes avanços na qualidade das informações disponíveis on-line para a comunidade escolar e para o público em geral. A internet é um espaço virtual de comunicação e divulgação. Cada escola deve aproveitá-la para mostrar a sua cara à sociedade: projetos, ações, filosofia pedagógica.
Há um segundo nível de comunicação do colégio pela internet: com a comunidade local (família dos alunos, associações, empresas, igrejas...). No terceiro nível, a página da escola deve focalizar os professores, os alunos e os funcionários, ou seja, a comunidade de ensino-aprendizagem. São importantes os acessos à Biblioteca Virtual com acervos digitalizados, materiais de professores, divulgação da produção dos alunos, chats, listas de discussão.
Pedagogia da gestão pedagógica
Cada escola tem uma situação concreta, que interfere em um processo de gestão com tecnologias. Há avanços na informatização das escolas, mas a demanda por novos laboratórios, por conexões mais rápidas, por novos programas é incessante e deixa também amedrontado o gestor, pois não tem a certeza se o investimento vale a pena.
O segundo passo na gestão tecnológica é o domínio do técnico. Se o professor só toca no computador uma vez por semana vai demorar a dominá-lo.
O terceiro passo é o domínio pedagógico e gerencial. O que podemos fazer com essas tecnologias para facilitar o processo de aprendizagem? Alunos, pais e professores acessem mais rapidamente as informações.
O quarto passo é o das soluções inovadoras que seriam impossíveis sem essas novas tecnologias. A integração da gestão administrativa e pedagógica se faz de forma mais ampla com os computadores conectados em rede.
O Professor diante das Novas Tecnologias
Vani Moreira Kenski
A autora Vani Moreira Kenski(1998) diz que necessitamos realizar reflexões mais aprofundadas sobre novas práticas docentes e identificar as fragilidades técnicas e operacionais de nossos ambientes de trabalho. Considerar mais realisticamente tudo o que podemos fazer ou transformar por meio de nossa interação e a de nossos alunos.
Segundo a autora, a partir do domínio do conhecimento tecnológico básico, e de sua aplicação às atividades de ensino, novos desafios e preocupações nos assaltam. Nossos problemas educacionais gerais são bem conhecidos e de difícil solução. Somando-se a eles, na perspectiva da educação tecnológica, alguns novos impasses.
O governo e o setor privado têm investido na informatização das escolas, no treinamento rápido de professores, mas o essencial ainda precisar ser feito. Como:
Questões ligadas à organização da educação
A utilização das novas tecnologias afeta todos os campos educacionais. Elas encaminham as instituições para a adoção de uma “cultura informática educacional”, que exige uma reestruturação. As instituições escolares de todos os níveis não se vêem mais como sistemas isolados, refratários a qualquer vínculo com as demais instituições sociais.
É necessário que cada instituição de ensino oriente seu projeto pedagógico definindo a relevância a ser dada ao uso das novas tecnologias, que envolve o ensino, a pesquisa e a capacitação de seus professores, além da inclusão de todas as atribuições administrativas.
Essa “internacionalização” das possibilidades educacionais altera as atuais formas de estruturação e de definição formal dos sistemas de ensino e nos coloca diante de novas questões como a definição de esferas de influências e de articulações entre instituições de diferentes estados, regiões ou países.
A internacionalização da educação deixa de ser acompanhada da valorização dos aspectos que caracterizam o caráter regional do ensino e do fortalecimento da cidadania, solidariedade e do respeito entre os povos.
Uma outra questão diz respeito às possibilidades de ampliação da atuação do sistema de ensino para o oferecimento do ensino permanente. Garantir aos alunos a liberdade de entrar a e sair quando quiserem.
A formação do professor em um mundo em rede
A “cultura informática” estabelece novas exigências: a percepção de que a atualização permanente é condição fundamental para o bom exercício da docência. Programas de formação inicial e continuada e múltiplas possibilidades de atualização por meio de aprendizagem a distância são pontos importantes da ação docente. É preciso que o professor saiba utilizar adequadamente, no ensino, novas mídias, para poder melhor explorar suas especificidades e garantir o alcance dos objetivos do ensino oferecido. Ele deve auxiliar seus alunos a analisarem criticamente as situações complexas e inesperadas informadas pelas mídias. O professor, num mundo em rede, é um incansável pesquisador. As mudanças pessoais, no entanto, nada significarão se não vierem acompanhadas de uma significativa mudança das condições de vida e de trabalho dos docentes. Uma política de pessoal que reconheça e valorize suas competências e sua importância, o oferecimento dos cursos de aperfeiçoamento e de atualização, além de uma formação inicial de qualidade, projeto de carreira consistente e melhoria de nas condições de trabalho e vida.
A autora Vani Moreira Kenski(1998) diz que necessitamos realizar reflexões mais aprofundadas sobre novas práticas docentes e identificar as fragilidades técnicas e operacionais de nossos ambientes de trabalho. Considerar mais realisticamente tudo o que podemos fazer ou transformar por meio de nossa interação e a de nossos alunos.
Segundo a autora, a partir do domínio do conhecimento tecnológico básico, e de sua aplicação às atividades de ensino, novos desafios e preocupações nos assaltam. Nossos problemas educacionais gerais são bem conhecidos e de difícil solução. Somando-se a eles, na perspectiva da educação tecnológica, alguns novos impasses.
O governo e o setor privado têm investido na informatização das escolas, no treinamento rápido de professores, mas o essencial ainda precisar ser feito. Como:
Questões ligadas à organização da educação
A utilização das novas tecnologias afeta todos os campos educacionais. Elas encaminham as instituições para a adoção de uma “cultura informática educacional”, que exige uma reestruturação. As instituições escolares de todos os níveis não se vêem mais como sistemas isolados, refratários a qualquer vínculo com as demais instituições sociais.
É necessário que cada instituição de ensino oriente seu projeto pedagógico definindo a relevância a ser dada ao uso das novas tecnologias, que envolve o ensino, a pesquisa e a capacitação de seus professores, além da inclusão de todas as atribuições administrativas.
Essa “internacionalização” das possibilidades educacionais altera as atuais formas de estruturação e de definição formal dos sistemas de ensino e nos coloca diante de novas questões como a definição de esferas de influências e de articulações entre instituições de diferentes estados, regiões ou países.
A internacionalização da educação deixa de ser acompanhada da valorização dos aspectos que caracterizam o caráter regional do ensino e do fortalecimento da cidadania, solidariedade e do respeito entre os povos.
Uma outra questão diz respeito às possibilidades de ampliação da atuação do sistema de ensino para o oferecimento do ensino permanente. Garantir aos alunos a liberdade de entrar a e sair quando quiserem.
A formação do professor em um mundo em rede
A “cultura informática” estabelece novas exigências: a percepção de que a atualização permanente é condição fundamental para o bom exercício da docência. Programas de formação inicial e continuada e múltiplas possibilidades de atualização por meio de aprendizagem a distância são pontos importantes da ação docente. É preciso que o professor saiba utilizar adequadamente, no ensino, novas mídias, para poder melhor explorar suas especificidades e garantir o alcance dos objetivos do ensino oferecido. Ele deve auxiliar seus alunos a analisarem criticamente as situações complexas e inesperadas informadas pelas mídias. O professor, num mundo em rede, é um incansável pesquisador. As mudanças pessoais, no entanto, nada significarão se não vierem acompanhadas de uma significativa mudança das condições de vida e de trabalho dos docentes. Uma política de pessoal que reconheça e valorize suas competências e sua importância, o oferecimento dos cursos de aperfeiçoamento e de atualização, além de uma formação inicial de qualidade, projeto de carreira consistente e melhoria de nas condições de trabalho e vida.
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