Notícia
Brasília, 15/6/2007 - A Secretaria de Educação a Distância (Seed/ MEC) vai apresentar vários temas durante um evento que ocorrerá no Parque Tecnológico de São José dos Campos, São Paulo, nos dias 18 a 22 deste mês. Entre os temas, destaque para as tecnologias da informação aplicadas e as tevês educativas.Os secretários de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, e de Educação Superior, Ronaldo Mota, participam do encontro. Mota, inclusive, vai representar o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo o secretário de Educação a Distância, que vai ministrar a palestra Iniciativa e Modelos de Boas Práticas, a expansão da modalidade a distância deve acontecer a curto prazo. "É preciso, porém, manter os referenciais de qualidade para garantir que ela se consolide cada vez mais", afirmou Carlos Eduardo Bielschowsky.O crescimento da educação a distância é significativo. Em 2005 havia 504.204 alunos matriculados na modalidade. Em 2006, o número cresceu para 778.458 alunos, com destaque para a região Sul, que teve 258.623 alunos, representando 33% do número total de alunos do país. (Assessoria de Imprensa da Seed)
domingo, 17 de junho de 2007
Cooperação Brasil-Canadá favorecerá mulheres brasileiras
Notícia
Cooperação Brasil-Canadá favorecerá mulheres brasileiras
Mulheres Mil: Educação, Cidadania e Desenvolvimento Sustentável. Este é o nome de projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), em conjunto com a Association of Canadian Communit Colleges (ACCC), a Agência Canadense de Cooperação Internacional (CIDA), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Rede das Escolas Federais de Educação Tecnológica do Norte de Nordeste (RedeNet). As grandes beneficiadas com o projeto são mulheres de baixa renda dos estados norte e nordeste brasileiro, historicamente marcadas pelas desigualdades, pobreza regional e dificuldade de acesso ao trabalho e à qualificação profissional.
Serão capacitados 13 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) do norte e nordeste, que irão desenvolver habilidades entre as mulheres de baixa renda. Serão formadas doceiras, rendeiras, costureiras, cozinheiras e mais inúmeras especialidades que fazem parte da cultura local. Todas terão suas aptidões aprimoradas, buscando prepará-las para ingressar no mercado de trabalho e desenvolver atividades empreendedoras de sucesso. O projeto prevê que, inicialmente, cerca de mil mulheres sejam beneficiadas.
Início das atividades - A semana de 18 a 22 de junho será um marco nas discussões iniciais do projeto, que começará a ser implementado no segundo semestre desse ano. Durante todos os dias, representantes canadenses estarão reunidos com representantes brasileiros, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (Cefet-RN), em Natal.
Na reunião, será detalhado o plano de implementação do projeto, elaborada a programação e calendário, além da avaliação dos trabalhos já executados.
Educação tecnológica no Canadá - A ACCC é composta pelas instituições pós-secundárias de educação tecnológica (os Colleges) do Canadá. Para a ACCC, esse projeto torna a parceria com o Brasil mais forte e ampla, ao promover o envolvimento de todos os Cefets.
Com recursos provenientes do Brasil e da Agência Canadense Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento (CIDA), o projeto pretende diminuir a pobreza e fortalecer a parceria entre as instituições acadêmicas brasileiras e canadenses e entre os povos do Brasil e Canadá.
Em quatro anos, o valor dos investimentos oriundos da CIDA e da ACCC é de 2,6 milhões de dólares canadenses e mais R$ 4 milhões do governo brasileiro.
Rede Norte e Nordeste - A RedeNet, rede que congrega os Cefets do norte e nordeste, uma das grandes parcerias do projeto, será fundamental para iniciar a capacitação dos Cefets nos estados da Rede. "De todas as ações da Setec, esta é a mais significativa e a mais transformadora. É um projeto que vai criar um novo modelo de inserção das mulheres no mercado de trabalho", afirma o Diretor Executivo da RedeNet, Sérgio Luiz Alves da França. Segundo ele, a intenção é completar o ciclo de formação das mulheres, envolvendo toda a carreira produtiva e garantindo a continuidade do projeto
Cooperação Brasil-Canadá favorecerá mulheres brasileiras
Mulheres Mil: Educação, Cidadania e Desenvolvimento Sustentável. Este é o nome de projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), em conjunto com a Association of Canadian Communit Colleges (ACCC), a Agência Canadense de Cooperação Internacional (CIDA), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Rede das Escolas Federais de Educação Tecnológica do Norte de Nordeste (RedeNet). As grandes beneficiadas com o projeto são mulheres de baixa renda dos estados norte e nordeste brasileiro, historicamente marcadas pelas desigualdades, pobreza regional e dificuldade de acesso ao trabalho e à qualificação profissional.
Serão capacitados 13 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) do norte e nordeste, que irão desenvolver habilidades entre as mulheres de baixa renda. Serão formadas doceiras, rendeiras, costureiras, cozinheiras e mais inúmeras especialidades que fazem parte da cultura local. Todas terão suas aptidões aprimoradas, buscando prepará-las para ingressar no mercado de trabalho e desenvolver atividades empreendedoras de sucesso. O projeto prevê que, inicialmente, cerca de mil mulheres sejam beneficiadas.
Início das atividades - A semana de 18 a 22 de junho será um marco nas discussões iniciais do projeto, que começará a ser implementado no segundo semestre desse ano. Durante todos os dias, representantes canadenses estarão reunidos com representantes brasileiros, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (Cefet-RN), em Natal.
Na reunião, será detalhado o plano de implementação do projeto, elaborada a programação e calendário, além da avaliação dos trabalhos já executados.
Educação tecnológica no Canadá - A ACCC é composta pelas instituições pós-secundárias de educação tecnológica (os Colleges) do Canadá. Para a ACCC, esse projeto torna a parceria com o Brasil mais forte e ampla, ao promover o envolvimento de todos os Cefets.
Com recursos provenientes do Brasil e da Agência Canadense Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento (CIDA), o projeto pretende diminuir a pobreza e fortalecer a parceria entre as instituições acadêmicas brasileiras e canadenses e entre os povos do Brasil e Canadá.
Em quatro anos, o valor dos investimentos oriundos da CIDA e da ACCC é de 2,6 milhões de dólares canadenses e mais R$ 4 milhões do governo brasileiro.
Rede Norte e Nordeste - A RedeNet, rede que congrega os Cefets do norte e nordeste, uma das grandes parcerias do projeto, será fundamental para iniciar a capacitação dos Cefets nos estados da Rede. "De todas as ações da Setec, esta é a mais significativa e a mais transformadora. É um projeto que vai criar um novo modelo de inserção das mulheres no mercado de trabalho", afirma o Diretor Executivo da RedeNet, Sérgio Luiz Alves da França. Segundo ele, a intenção é completar o ciclo de formação das mulheres, envolvendo toda a carreira produtiva e garantindo a continuidade do projeto
As Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação: as perspectivas de Freire e Bakhtin
Grupo 1
Texto 3 - As Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação: as perspectivas de Freire e Bakhtin
Raquel de Almeida Moraes, Ângela Correia Dias e Leda Maria Rangearo Fiorentin
O texto nos traz uma análise conjuntural da comunicação na educação a partir das perspectivas de Freire e Bakhtin.
Reforça a necessidade de uma nova visão sistemática da educação com a inserção das tecnologias da informação no processo de construção do papel do educador. A linguagem, a interação, a interatividade e o dialogismo, tão bem expressas e enfocadas por Freire, retratam a sua preocupação pela essência da relação entre os homens através da comunicação.
A interação entre os sujeitos é o princípio fundador tanto da linguagem como da consciência. A interatividade é entendida como a possibilidade de interação flexível (Lima, 2001) de relação recíproca de interlocutores numa situação de diálogo.
A ênfase de Freire na relevância da comunicação para as relações sociais fica clara, quando ele escreve que “o diálogo é uma exigência existencial (...)e não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem, tampouco, tornar-se simples troca de idéias a serem consumidas pelos permutantes!
Nesse contexto, as autoras afirmam que a educação é concebida como um ato político e de comunicação, e não de extensão. Afirmam ainda que “comunicação é educação, é diálogo”, na medida em que não “é transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados” (Freire, 2001, p.69).
A partir do momento em que o educador é um líder, deve exercer sua liderança dialogicamente. Esse é o seu maior desafio, pois em não o fazendo estará criando obstáculos à dialogicidade entre os sujeitos da aprendizagem.
Bakhtin afirma que os discursos são monofônicos (autoritários) e polifônicos (poéticos).
Remetendo-nos à educação, os discursos monofônicos esfaziam o papel ativo do receptor/leitor e comprometem significativamente o processo da formação consciente e crítica, essencial para a constituição da cidadania.
No sentido de aproximar as posições de Freire e Bakhtin, as autoras, intersecionam, ficticiamente os discursos e apresentam um diálogo entre eles. Assim sendo, Bakhtin e Freire convergem seus discursos em três pressupostos comuns:
• A linguagem, como expressão de relações sociais e de classe;
• O dialogismo (Freire) e a polifonia (Bakhtin) sendo preferíveis ao monólogo - extensão - (Freire) ou
a monofonia (Bakhtin); e
• A palavra como expressão da consciência
Cabe, portanto, ao educador estar atento à sua postura, preocupando-se com a forma da sua interação em seu ambiente para não propiciar a domesticação, o autoritarismo, a repetição ou o pensar único, que, certamente, colocá-lo-ia numa trajetória da contramão dos princípios pedagógicos de uma formação cidadã. Numa perspectiva emancipatória, o educador deve buscar refletir sobre a tendência que sua voz possa exercer sobre o discurso intersubjetivo.As autoras concluem, levantando a importância do debate sobre o uso de tecnologias da informação como novos processos de aprendizagem que oferecem oportunidades de renovação e rompimento com a concepção do modelo tradicional, e não apenas como veículos de conteúdos pedagógicos ou recursos técnicos complementares
Texto 3 - As Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação: as perspectivas de Freire e Bakhtin
Raquel de Almeida Moraes, Ângela Correia Dias e Leda Maria Rangearo Fiorentin
O texto nos traz uma análise conjuntural da comunicação na educação a partir das perspectivas de Freire e Bakhtin.
Reforça a necessidade de uma nova visão sistemática da educação com a inserção das tecnologias da informação no processo de construção do papel do educador. A linguagem, a interação, a interatividade e o dialogismo, tão bem expressas e enfocadas por Freire, retratam a sua preocupação pela essência da relação entre os homens através da comunicação.
A interação entre os sujeitos é o princípio fundador tanto da linguagem como da consciência. A interatividade é entendida como a possibilidade de interação flexível (Lima, 2001) de relação recíproca de interlocutores numa situação de diálogo.
A ênfase de Freire na relevância da comunicação para as relações sociais fica clara, quando ele escreve que “o diálogo é uma exigência existencial (...)e não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem, tampouco, tornar-se simples troca de idéias a serem consumidas pelos permutantes!
Nesse contexto, as autoras afirmam que a educação é concebida como um ato político e de comunicação, e não de extensão. Afirmam ainda que “comunicação é educação, é diálogo”, na medida em que não “é transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados” (Freire, 2001, p.69).
A partir do momento em que o educador é um líder, deve exercer sua liderança dialogicamente. Esse é o seu maior desafio, pois em não o fazendo estará criando obstáculos à dialogicidade entre os sujeitos da aprendizagem.
Bakhtin afirma que os discursos são monofônicos (autoritários) e polifônicos (poéticos).
Remetendo-nos à educação, os discursos monofônicos esfaziam o papel ativo do receptor/leitor e comprometem significativamente o processo da formação consciente e crítica, essencial para a constituição da cidadania.
No sentido de aproximar as posições de Freire e Bakhtin, as autoras, intersecionam, ficticiamente os discursos e apresentam um diálogo entre eles. Assim sendo, Bakhtin e Freire convergem seus discursos em três pressupostos comuns:
• A linguagem, como expressão de relações sociais e de classe;
• O dialogismo (Freire) e a polifonia (Bakhtin) sendo preferíveis ao monólogo - extensão - (Freire) ou
a monofonia (Bakhtin); e
• A palavra como expressão da consciência
Cabe, portanto, ao educador estar atento à sua postura, preocupando-se com a forma da sua interação em seu ambiente para não propiciar a domesticação, o autoritarismo, a repetição ou o pensar único, que, certamente, colocá-lo-ia numa trajetória da contramão dos princípios pedagógicos de uma formação cidadã. Numa perspectiva emancipatória, o educador deve buscar refletir sobre a tendência que sua voz possa exercer sobre o discurso intersubjetivo.As autoras concluem, levantando a importância do debate sobre o uso de tecnologias da informação como novos processos de aprendizagem que oferecem oportunidades de renovação e rompimento com a concepção do modelo tradicional, e não apenas como veículos de conteúdos pedagógicos ou recursos técnicos complementares
Quão interativo é o hipertexto? Da interface potencial à escrita coletiva
Grupo 1
Texto 2 – Quão interativo é o hipertexto? Da interface potencial à escrita coletiva – Autor: Alex Primo
O texto discute as formas de interatividade, através do uso das ferramentas tecnológicas disponíveis, em especial, com a utilização do hipertexto.
O ICQ, o e-mail, os fóruns, as listas de discussões e os chats, surgem como instrumentos facilitadores que permitem o livre debate e a cooperação entre os participantes
Thompson (1988) enfatizava a questão dialógica nos meios tradicionais de comunicação, a partir de uma discussão da interação face-a-face e o contraste com a as interações mediadas e as quase mediadas. Numa interação face-a-face há o cotato direto entre os interlocutores em um espaço temporal comum, enquanto que na interação mediada, existe um agente orientador e mediador que limita as diretrizes das discussões. Em ambos os casos, a interação é dialógica, apesar de que na face-a-face, os interlocutores são geralmente obrigados a levar em consideração as respostas alheias e a modificar suas ações e expressões.
Na perspectiva de um debate sobre interação, o autor questiona o termo “usuário”, caracterizando-o como reflexo da miopia tecnicista, uma vez que transmite a idéia de quem, simplesmente, faz uso do que está pronto e lhe é oferecido para manipulação. A partir dessa visão, o designer de informação, Edward Tufte, citado por Gould (1995), dispara que existem apenas duas indústrias que dominam seu público como “usuários”: a que vende tecnologia e a que vende drogas! Entretanto, o autor também condena o termo “receptor” por expressar a idéia de alguém sentado em sua poltrona assistindo uma emissora de televisão, sem qualquer tipo de interação.
Ao entrar na discussão sobre a interface potencial ao hipertexto colaborativo e cooperativo, o autor assume um papel questionador acerca das possibilidades que estrutura da rede hipertextual oferece ao internauta. Afirma que “toda leitura é também uma intervenção particular, alicerçada em uma cadeia mental, também hipertextual”. Nesse contexto, potencial é, pelo autor, definido como o caminho e movimento possíveis, pré-definidos, que não abrem espaço para o interagente visitante incluir seus textos e imagens. Observa-se a importância da seqüência programada na interface potencial. Dessa forma, existem duas redes hipertextuais a serem consideradas: o browser, cuja tecnologia utilizada garante uma estrutura determinística e o visitante do site, o qual articula conhecimentos, lembranças e esquema mentais, criando interpretações do texto a cada leitura.
Deve haver o devido cuidado no que concerne à elaboração do projeto de navegabilidade do site ara a construção de uma história hipertextual.
Nos diversos tipos de sites disponíveis, existem vários processos de interação. O autor menciona alguns sites, distinguindo-os quanto à forma e a intensidade de interação. Quando os visitantes cadastrados em um site artístico podem modificar as imagens produzidas anteriormente por outros, podemos afirmar que se trata de um hipertexto colaborativo, pois constitui-se de uma colagem, sem discussões durante o processo criativo.
Nietzke et al (2002;2000) entende que a colaboração volta-se mais para a organização e gerenciamento de informações do que a construção conjunta de algo.
Lenara Verle (2000) identifica três níveis de interatividade, com relação à intensidade nos sites artísticos:
a) “jogar” o conteúdo do site e suas variadas formas de navegação. Trata-se de um nível baixo de interatividade, onde persiste a grande distância entre o espectador e o artista.
b) O “collab mode”. O internauta é convidado a ser uma dos participantes do projeto. Média interatividade.
c) O internauta participa do desenvolvimento conceitual do projeto. Nível de interatividade mais alto, onde as idéias são sugeridas e discutidas nos fóruns ou outros mecanismos de mesma natureza.
Apesar da relevância da interatividade, poucos são os hipertextos digitais construídos através da cooperação, incluindo-se os blogs.
O equitext, software desenvolvido por alunos de doutorado da UFRGS, utiliza ferramentas como fórum, chat e ICQ, as quais contribuem para o planejamento e revisões do texto em progresso.
O autor conclui ressaltando a necessidade da continuação da discussão sobre a intensidade da interação mútua e dialogal nas relações entre o homem e o mundo digital.
Texto 2 – Quão interativo é o hipertexto? Da interface potencial à escrita coletiva – Autor: Alex Primo
O texto discute as formas de interatividade, através do uso das ferramentas tecnológicas disponíveis, em especial, com a utilização do hipertexto.
O ICQ, o e-mail, os fóruns, as listas de discussões e os chats, surgem como instrumentos facilitadores que permitem o livre debate e a cooperação entre os participantes
Thompson (1988) enfatizava a questão dialógica nos meios tradicionais de comunicação, a partir de uma discussão da interação face-a-face e o contraste com a as interações mediadas e as quase mediadas. Numa interação face-a-face há o cotato direto entre os interlocutores em um espaço temporal comum, enquanto que na interação mediada, existe um agente orientador e mediador que limita as diretrizes das discussões. Em ambos os casos, a interação é dialógica, apesar de que na face-a-face, os interlocutores são geralmente obrigados a levar em consideração as respostas alheias e a modificar suas ações e expressões.
Na perspectiva de um debate sobre interação, o autor questiona o termo “usuário”, caracterizando-o como reflexo da miopia tecnicista, uma vez que transmite a idéia de quem, simplesmente, faz uso do que está pronto e lhe é oferecido para manipulação. A partir dessa visão, o designer de informação, Edward Tufte, citado por Gould (1995), dispara que existem apenas duas indústrias que dominam seu público como “usuários”: a que vende tecnologia e a que vende drogas! Entretanto, o autor também condena o termo “receptor” por expressar a idéia de alguém sentado em sua poltrona assistindo uma emissora de televisão, sem qualquer tipo de interação.
Ao entrar na discussão sobre a interface potencial ao hipertexto colaborativo e cooperativo, o autor assume um papel questionador acerca das possibilidades que estrutura da rede hipertextual oferece ao internauta. Afirma que “toda leitura é também uma intervenção particular, alicerçada em uma cadeia mental, também hipertextual”. Nesse contexto, potencial é, pelo autor, definido como o caminho e movimento possíveis, pré-definidos, que não abrem espaço para o interagente visitante incluir seus textos e imagens. Observa-se a importância da seqüência programada na interface potencial. Dessa forma, existem duas redes hipertextuais a serem consideradas: o browser, cuja tecnologia utilizada garante uma estrutura determinística e o visitante do site, o qual articula conhecimentos, lembranças e esquema mentais, criando interpretações do texto a cada leitura.
Deve haver o devido cuidado no que concerne à elaboração do projeto de navegabilidade do site ara a construção de uma história hipertextual.
Nos diversos tipos de sites disponíveis, existem vários processos de interação. O autor menciona alguns sites, distinguindo-os quanto à forma e a intensidade de interação. Quando os visitantes cadastrados em um site artístico podem modificar as imagens produzidas anteriormente por outros, podemos afirmar que se trata de um hipertexto colaborativo, pois constitui-se de uma colagem, sem discussões durante o processo criativo.
Nietzke et al (2002;2000) entende que a colaboração volta-se mais para a organização e gerenciamento de informações do que a construção conjunta de algo.
Lenara Verle (2000) identifica três níveis de interatividade, com relação à intensidade nos sites artísticos:
a) “jogar” o conteúdo do site e suas variadas formas de navegação. Trata-se de um nível baixo de interatividade, onde persiste a grande distância entre o espectador e o artista.
b) O “collab mode”. O internauta é convidado a ser uma dos participantes do projeto. Média interatividade.
c) O internauta participa do desenvolvimento conceitual do projeto. Nível de interatividade mais alto, onde as idéias são sugeridas e discutidas nos fóruns ou outros mecanismos de mesma natureza.
Apesar da relevância da interatividade, poucos são os hipertextos digitais construídos através da cooperação, incluindo-se os blogs.
O equitext, software desenvolvido por alunos de doutorado da UFRGS, utiliza ferramentas como fórum, chat e ICQ, as quais contribuem para o planejamento e revisões do texto em progresso.
O autor conclui ressaltando a necessidade da continuação da discussão sobre a intensidade da interação mútua e dialogal nas relações entre o homem e o mundo digital.
A Comunicação Pedagógica e o Computador
Grupo 1
Texto 1 – A Comunicação Pedagógica e o Computador
Autor: Paulo Roberto Gomes Pato
O texto, construído em slides, trata, inicialmente, da definição etimológica da comunicação, apresentando a diferença entre informação e comunicação. Sobre isso, o autor Paulo Roberto Gomes Pato, afirma que a informação “é o rastro que uma consciência deixa sobre um suporte material, de modo que uma outra consciência pode resgatar e simular o estado em que se encontrava a primeira consciência”. Afirma que comunicação exprime a totalidade do processo que coloca em interação, duas ou mais consciências.
Aborda, com propriedade, os modos de comunicar, que vão da figuração à abstração, mais especificamente, passa pelo proto-meios (sinais, inscrições, tambores); pictogramas, idiogramas, fonetismo, silábico;e alfabeto. Todos os meios podem ser configurados nas origens da comunicação, sejam copistas - (reprodução de obras de caráter religioso pelos monges), impressão xilográfica ( suporte de madeira com inscrições únicas) ou impressão tipográfica (livro).
Os meios de comunicação dividem-se entre duas características básicas: a oral e a escrita. Através de ambas, o autor analisa a ressonância, a rede de convivência e interação, a participação, o fluxo, a pessoalidade e a linearidade.
A partir disso, o texto traça uma análise sobre os tipos de impressos (xilográfico e tipográfico), apresentando um histórico da evolução dos meios de comunicação desde impressora tipográfica (1440) à WebTV (1996).
A respeito das teorias sobre os meios de comunicação de massa, o estudo do meio - teoria matemática da comunicação- expõe que a comunicação é vista unicamente como processo de transmissão de uma mensagem, através de um canal mecânico. Esse modelo objetiva mensurar a quantidade de informação que pode ser transmitida e não considera a inserção social da comunicação.
A dinâmica da relação indivíduos x sociedade x meios, propõe um modelo para descrever um ato de comunicação onde se destacam os estudos sobre os efeitos da mídia, através do emissor, do conteúdo, dos meios, da audiência e da análise dos efeitos. Particularmente, esse último baseia-se nas teorias da sociedade de massa que “viam a sociedade industrial como um aglomerado de indivíduos isolados física e psicologicamente”, em que as relações interpessoais são irrelevantes e os indivíduos são compreendidos como manipuláveis, indiferenciados e passivos, expostos aos estímulos dos meios.
Lazrsfeld (1995) diz que o processo de comunicação se dá dos meios aos líderes e dos líderes às demais pessoas, observando-se os contextos sociais em que vivem os indivíduos.
O enfoque fenomênico de Klapper prevê que os meios de comunicação não são a única causa dos efeitos. São apenas parte de um todo, em que são incorporados aos estudos, elementos extramedia.
O enfoque dos usos e gratificações, desenvolvido por Katz, analisa o receptor como sujeito agente capaz de interpretar e satisfazer suas necessidades.
Mc Combs e Shaw (1972), ainda em estudo sobre os meios de comunicação de massa, vêem a ação dos meios como “alteradores das estruturas cognitivas das pessoas e não como formadores de opinião”.
O autor sintetiza um estudo dos meios de comunicação, questionando se o meio é a mensagem e observa a relação entre o meio e a comunicação sob o aspecto da interação, utilizando um quadro comparativo entre o desempenho da inteligência humana e o funcionamento lógico do computador. Afirma, ainda, que “a relação homem-máquina determina um regime cognitivo determinado, pois as possibilidades oferecidas são sempre renovadas”.
As comunicações pedagógicas são divididas em mobilidade unidirecional e mobilidade bidirecional, sob as quais, a mensagem, o emissor e o receptor são analisados e relacionados.
Por fim, o autor elabora um quadro sobre a aprendizagem, caracterizando-a sob os prismas tradicional e interativo.
O texto traz um rico histórico dos meios de comunicação, suas características, seus ambientes e suas modalidades, reportando-se a estudos realizados sobre a comunicação pedagógica e seus reflexos e relações com a sociedade.
Texto 1 – A Comunicação Pedagógica e o Computador
Autor: Paulo Roberto Gomes Pato
O texto, construído em slides, trata, inicialmente, da definição etimológica da comunicação, apresentando a diferença entre informação e comunicação. Sobre isso, o autor Paulo Roberto Gomes Pato, afirma que a informação “é o rastro que uma consciência deixa sobre um suporte material, de modo que uma outra consciência pode resgatar e simular o estado em que se encontrava a primeira consciência”. Afirma que comunicação exprime a totalidade do processo que coloca em interação, duas ou mais consciências.
Aborda, com propriedade, os modos de comunicar, que vão da figuração à abstração, mais especificamente, passa pelo proto-meios (sinais, inscrições, tambores); pictogramas, idiogramas, fonetismo, silábico;e alfabeto. Todos os meios podem ser configurados nas origens da comunicação, sejam copistas - (reprodução de obras de caráter religioso pelos monges), impressão xilográfica ( suporte de madeira com inscrições únicas) ou impressão tipográfica (livro).
Os meios de comunicação dividem-se entre duas características básicas: a oral e a escrita. Através de ambas, o autor analisa a ressonância, a rede de convivência e interação, a participação, o fluxo, a pessoalidade e a linearidade.
A partir disso, o texto traça uma análise sobre os tipos de impressos (xilográfico e tipográfico), apresentando um histórico da evolução dos meios de comunicação desde impressora tipográfica (1440) à WebTV (1996).
A respeito das teorias sobre os meios de comunicação de massa, o estudo do meio - teoria matemática da comunicação- expõe que a comunicação é vista unicamente como processo de transmissão de uma mensagem, através de um canal mecânico. Esse modelo objetiva mensurar a quantidade de informação que pode ser transmitida e não considera a inserção social da comunicação.
A dinâmica da relação indivíduos x sociedade x meios, propõe um modelo para descrever um ato de comunicação onde se destacam os estudos sobre os efeitos da mídia, através do emissor, do conteúdo, dos meios, da audiência e da análise dos efeitos. Particularmente, esse último baseia-se nas teorias da sociedade de massa que “viam a sociedade industrial como um aglomerado de indivíduos isolados física e psicologicamente”, em que as relações interpessoais são irrelevantes e os indivíduos são compreendidos como manipuláveis, indiferenciados e passivos, expostos aos estímulos dos meios.
Lazrsfeld (1995) diz que o processo de comunicação se dá dos meios aos líderes e dos líderes às demais pessoas, observando-se os contextos sociais em que vivem os indivíduos.
O enfoque fenomênico de Klapper prevê que os meios de comunicação não são a única causa dos efeitos. São apenas parte de um todo, em que são incorporados aos estudos, elementos extramedia.
O enfoque dos usos e gratificações, desenvolvido por Katz, analisa o receptor como sujeito agente capaz de interpretar e satisfazer suas necessidades.
Mc Combs e Shaw (1972), ainda em estudo sobre os meios de comunicação de massa, vêem a ação dos meios como “alteradores das estruturas cognitivas das pessoas e não como formadores de opinião”.
O autor sintetiza um estudo dos meios de comunicação, questionando se o meio é a mensagem e observa a relação entre o meio e a comunicação sob o aspecto da interação, utilizando um quadro comparativo entre o desempenho da inteligência humana e o funcionamento lógico do computador. Afirma, ainda, que “a relação homem-máquina determina um regime cognitivo determinado, pois as possibilidades oferecidas são sempre renovadas”.
As comunicações pedagógicas são divididas em mobilidade unidirecional e mobilidade bidirecional, sob as quais, a mensagem, o emissor e o receptor são analisados e relacionados.
Por fim, o autor elabora um quadro sobre a aprendizagem, caracterizando-a sob os prismas tradicional e interativo.
O texto traz um rico histórico dos meios de comunicação, suas características, seus ambientes e suas modalidades, reportando-se a estudos realizados sobre a comunicação pedagógica e seus reflexos e relações com a sociedade.
domingo, 10 de junho de 2007
Cursos Técnicos a Distância
Folha de São Paulo, 03/06/2007 - São Paulo SP
EAD ajuda a triplicar vagas em cursos técnicos públicos
O governo federal pretende fazer com que cada município brasileiro conte ao menos com uma escola que ofereça educação profissional -parte delas, a distância. A medida quase triplica a
oferta de vagas no ensino profissionalizante, que hoje conta com cerca de 700 mil estudantes matriculados. Uma das principais estratégias governamentais é a implementação
de uma rede de educação profissional a distância nas instituições públicas de ensino (federais, municipais e estaduais). A previsão de início dos cursos é março de 2008.
EAD ajuda a triplicar vagas em cursos técnicos públicos
O governo federal pretende fazer com que cada município brasileiro conte ao menos com uma escola que ofereça educação profissional -parte delas, a distância. A medida quase triplica a
oferta de vagas no ensino profissionalizante, que hoje conta com cerca de 700 mil estudantes matriculados. Uma das principais estratégias governamentais é a implementação
de uma rede de educação profissional a distância nas instituições públicas de ensino (federais, municipais e estaduais). A previsão de início dos cursos é março de 2008.
Tecnologia revoluciona curso oferecido a distância
Folha de São Paulo, 03/06/2007 - São Paulo SP
Tecnologia revoluciona curso oferecido a distância Aulas em universo virtual e pelo celular são novas alternativas de ensino
Apesar de o material impresso ser a principal plataforma utilizada na EAD (educação a distância), ele vem perdendo espaço para outras mídias. Hoje o e-learning está presente em 56% dos cursos, e a videoconferência, em 20,8% deles. Em compasso de interatividade instantânea, aulas pelo celular e cursos no Second Life, ambiente virtual que reproduz o mundo real, surgem como opções para os estudantes. O Senac São Paulo é uma das instituições que têm se lançado ao desenvolvimento dessas ferramentas. A partir deste mês, a escola promete oferecer ensino a distância no Second Life. "Avatares" (personagens) poderão interagir com o tutor do curso por chat ou vídeo, fazer download de materiais e tirar dúvidas em tempo real. "A EAD terá um futuro mais próximo da realidade humana. Hoje, as plataformas são bidimensionais, o Second Life é
tridimensional", diz Sidney Latorre, gerente de TI do Senac. A instituição entrará no universo paralelo para, a princípio, oferecer cursos voltados para a administração do próprio ambiente virtual, como os de criação de objetos. A intenção, destaca Latorre, é expandir a ferramenta, usando-a também nos cursos a distância oferecidos pela escola. Pelo celular - Além do Second Life, outro instrumento da moda foi incorporado às aulas a distância: o celular. Já é possível, com um "smartphone" (aparelho celular que utiliza o programa Windows) receber aulas interativas de cerca de 15 minutos. Batizado de "m-learning" (ou "aprendizado móvel"), o programa é adaptado para sair da tela tradicional de 14 polegadas para uma de 4 polegadas. "É um sistema complementar para aquele público-alvo que não está ligado constantemente ao computador, mas precisa receber treinamento", explica Alex
Augusto, CEO da Ciatech, uma das companhias que formatam essa tecnologia. Alcance - Já voltadas para as gerações que surgem conectadas, empresas brasileiras estão se lançando no desenvolvimento de plataformas mais interativas, ligadas a tecnologias de ponta. Para Fábio Sanches, coordenador do Abraead (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância), não há limite para a oferta de EAD. "Com certeza a educação a distância será cada vez mais mediada pela tecnologia." Ele completa, porém, dizendo não ser estranho que a maior parte das aulas ainda se sustente na mídia impressa. "No Brasil, o computador e a banda larga não chegam sequer a 20% da população", aponta. Além disso, o grande usuário da EAD no Brasil está na faixa dos 30 ou 40 anos, majoritariamente. Não é a geração que nasceu usando a tecnologia."
Tecnologia revoluciona curso oferecido a distância Aulas em universo virtual e pelo celular são novas alternativas de ensino
Apesar de o material impresso ser a principal plataforma utilizada na EAD (educação a distância), ele vem perdendo espaço para outras mídias. Hoje o e-learning está presente em 56% dos cursos, e a videoconferência, em 20,8% deles. Em compasso de interatividade instantânea, aulas pelo celular e cursos no Second Life, ambiente virtual que reproduz o mundo real, surgem como opções para os estudantes. O Senac São Paulo é uma das instituições que têm se lançado ao desenvolvimento dessas ferramentas. A partir deste mês, a escola promete oferecer ensino a distância no Second Life. "Avatares" (personagens) poderão interagir com o tutor do curso por chat ou vídeo, fazer download de materiais e tirar dúvidas em tempo real. "A EAD terá um futuro mais próximo da realidade humana. Hoje, as plataformas são bidimensionais, o Second Life é
tridimensional", diz Sidney Latorre, gerente de TI do Senac. A instituição entrará no universo paralelo para, a princípio, oferecer cursos voltados para a administração do próprio ambiente virtual, como os de criação de objetos. A intenção, destaca Latorre, é expandir a ferramenta, usando-a também nos cursos a distância oferecidos pela escola. Pelo celular - Além do Second Life, outro instrumento da moda foi incorporado às aulas a distância: o celular. Já é possível, com um "smartphone" (aparelho celular que utiliza o programa Windows) receber aulas interativas de cerca de 15 minutos. Batizado de "m-learning" (ou "aprendizado móvel"), o programa é adaptado para sair da tela tradicional de 14 polegadas para uma de 4 polegadas. "É um sistema complementar para aquele público-alvo que não está ligado constantemente ao computador, mas precisa receber treinamento", explica Alex
Augusto, CEO da Ciatech, uma das companhias que formatam essa tecnologia. Alcance - Já voltadas para as gerações que surgem conectadas, empresas brasileiras estão se lançando no desenvolvimento de plataformas mais interativas, ligadas a tecnologias de ponta. Para Fábio Sanches, coordenador do Abraead (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância), não há limite para a oferta de EAD. "Com certeza a educação a distância será cada vez mais mediada pela tecnologia." Ele completa, porém, dizendo não ser estranho que a maior parte das aulas ainda se sustente na mídia impressa. "No Brasil, o computador e a banda larga não chegam sequer a 20% da população", aponta. Além disso, o grande usuário da EAD no Brasil está na faixa dos 30 ou 40 anos, majoritariamente. Não é a geração que nasceu usando a tecnologia."
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